EUA prevê temporada ativa de furacões no Atlântico

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Temporada média tem 11 tempestades, com seis delas tornando-se furacões

A temporada 2007 de furacões no oceano Atlântico será ativa com entre 13 a 17 tempestades e entre sete e dez delas podendo se tornar furacões, afirmou a agência meteorológica oficial dos Estados Unidos, nesta terça-feira, 22.

Da previsão de sete a dez furacões, três a cinco serão de categoria três ou maiores (na escala que vai até cinco), com ventos de mais de 117 km/h, segundo previsão da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA).

Uma temporada média de furacões no Atlântico tem 11 tempestades batizadas, com seis delas tornando-se furacões, de acordo com a NOAA. Previsões anteriores desta temporada também indicaram a volta de um padrão ativo.

Meteorologistas da AccuWeather.com estimaram que entre 13 e 14 tempestades tropicais ou furacões seriam formados no Atlântico neste ano, com seis a sete deles atingindo os EUA, ameaçando instalações petrolíferas no golfo do México.

No ano passado, os especialistas esperavam uma temporada ativa de furacões, porém somente 10 tempestades se formaram e cinco delas se transformaram em furacões. Nenhum furacão atingiu os EUA em 2006.

Tempestades
Segundo Gerry Bell, especialista do NOAA, não é possível dizer quantas tempestades podem chegar ao continente ou que locais elas poderão atingir. Mas, historicamente, em temporadas ativas, de 2 a 4 furacões atingem a terra nos EUA.

Ele afirmou, em entrevista à Dow Jones, que o país está no meio de um período de longo prazo de atividade ativa de furacões, e que a temporada relativamente fraca no ano passado não é um indicador de que a ameaça de furacões esteja diminuindo.

O esperado aparecimento do fenômeno La Niña nos próximos meses aumenta as expectativas de uma temporada ativa. A La Niña traz condições “opostas” às do ano passado, quando o El Niño reduziu a força de potenciais tempestades, disse ele.

A La Niña é caracterizada pelo esfriamento do Oceano Pacífico, o que causa impactos globais. Mesmo se o fenômeno não se desenvolver fortemente nos próximos meses, Bell afirmou que ainda há outros indicadores de uma temporada ativa.

Em abril, meteorologistas da Colorado State University previram uma probabilidade de uma em quatro de que pelo menos um grande furacão pode atingir a região do Golfo do México, que abriga 27% das refinarias dos Estados Unidos.