EUA querem aumentar tropas no Afeganistão

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Obama, porém, enfrenta resistência da população e do Congresso

Os Estados Unidos já mantém cerca de 65 mil soldados no Afeganistão, mas o governo pretende enviar em breve mais militares para o front. O almirante Mike Mullen, chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, disse que a vitória no país depende dessa estratégia. “Para conter a insurgência do Taleban vai demandar mais forças”, disse o comandante.

A sociedade americana, porém, não concorda e isso ficou claro nas palavras do presidente do comitê, o senador democrata Carl Levin, que manifestou sua oposição ao envio de mais soldados, pelo menos até que o país tome atitudes mais concretas para expandir as forças armadas afegãs.

“Fornecer os meios necessários para que o Exército afegão e a polícia afegã tornem-se autossuficiente demonstraria nosso compromisso com o sucesso da missão, que é de interesse de nossa segurança nacional, ao mesmo tempo que evitaria os riscos associados a um novo aumento de tropas de combate americanas”, disse Levin, argumentando que seus eleitores têm enviado mensagens contrárias ao aumento das tropas.

Da mesma forma, o principal republicano do comitê, o senador John McCain, disse que enviar poucos soldados para a guerra pode representar os mesmos erros cometidos pelos Estados Unidos no Iraque. “Eu vi este filme antes”, disse McCain. A guerra completará oito anos dentro de poucas semanas. Mullen disse que o combate vai continuar a se deteriorar sem um novo comprometimento dos Estados Unidos.