EUA rejeitam, oficialmente, acordo nuclear sobre troca de urânio no Irã

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Documento foi firmado com intervenção de Lula e não evita as sanções ao país islâmico

Pouco adiantou o recente acordo nuclear negociado entre Brasil, Turquia e o Irã sobre a troca de urânio enriquecido iraniano no exterior. Os Estados Unidos anunciaram que não pretendem levar em conta o documento e, pouco depois, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas aprovou novas sanções ao país muçulmano. A embaixadora brasileira da ONU, Maria Luiza Viotti, afirmou que a decisão vai “atrasar, em vez de acelerar, uma solução para a questão”.

Votaram a favor do pacote de sanções 12 nações – menos Brasil, Turquia e Líbano, que se absteve. “Estamos nesse ponto porque o governo do Irã escolheu violar as regras da agência nuclear. Não suspendeu o enriquecimento de urânio e outras atividades nucleares”, disse a embaixadora americana, Susan Rice, no seu discurso na abertura da sessão em New York.

A república islâmica desafiou continuamente resoluções do Conselho de Segurança, ao não interromper o seu programa de enriquecimento de urânio e construindo mais instalações nucleares. Os iranianos afirmam que o objetivo das iniciativas é pacífico.