EUA relembram 11 de Setembro

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Esposas e companheiros das 2.749 vítimas dos atentados terroristas ao World Trade Center deixam flores no local onde ficavam as torres

Os EUA lembraram nesta segunda-feira o 5º aniversário dos atentados praticados pela Al Qaeda, em 11 de setembro de 2001. Na área de 16 acres na cidade de Nova York onde ficava o World Trade Center, quatro momentos de silêncio foram programados para 8h46, 9h03, 9h59 and 10h29, as horas exatas dos choques dos aviões contra as torres, e da queda dos dois prédios. Esposas e companheiros das 2.749 pessoas que morreram no WTC leram os nomes das vítimas e deixaram flores no local onde ficavam as torres.

Familiares começaram a chegar antes das sete horas no local das torres, alguns carregando buquês de rosas. O bombeiro Tommy King estava próximo a um caminhão da corporação que tinha em seu pára-brisa os nomes de dois companheiros que morreram em 11 de setembro. “É estranho voltar aqui”, disse King do lado de fora do World Financial Center, onde ele não esteve nos últimos cinco anos. “Esse prédio era um necrotério”.

O presidente Bush visitou o chamado marco zero no domingo e na segunda-feira deve visitar outros dois locais atacados – Shanksville, onde 40 pessoas morreram quando um avião caiu, e o Pentágono em Arlinton, que registrou 184 vítimas.

Bush também planejou uma declaração da sala Oval.

Também foram respeitados momentos de silêncio nos terminais da American e da United do aeroporto internacional Logan, de partiram os vôos da American Airlines nº11 e da United Airlines nº175 antes de se chocarem contra as torres.

No domingo, Bush marcou a véspera do aniversário com seriedade e algumas palavras: ele e sua mulher, Laura, colocaram coroas de flores nos dois locais onde ficavam as torres. O casal Bush desceu a longa rampa do nível da rua até o marco zero na companhia do governador de Nova York, George Pataki, do prefeito da cidade, Michael Bloomberg, e Rudolph Giuliani, conhecido por seu trabalho como prefeito nos meses após o ataque.

É fácil perceber que os EUA são hoje, após cinco anos dos atentados, um país completamente diferente, em termos de segurança nacional e política internacional: a nação está em guerra no Afeganistão e no Iraque e seu código de alerta de terrorismo é baseado em cores, sendo praticamente impossível levar mesmo gel de cabelo em aviões. “E isso não é por acaso”, disse o vice-presidente Dick Cheney no “Encontro com a imprensa”, da rede de TV NBC.