EUA retomam debate sobre pena de morte

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Após a desastrosa tentativa de executar o americano Clayton Lockett, de 38 anos, os Estados Unidos admitiram que vão retomar o debate sobre os padrões de implantação da pena de morte. Clayton morreu de ataque cardíaco 40 minutos depois de ter recebido uma injeção letal, no estado de Oklahoma. A agonia do condenado, que antes de falecer teve fortes convulsões chamou a atenção da midia mundial.
Lockett foi condenado à morte por assassinato. E os ativistas afirmam que a maneira com que a pena foi aplicada não respeitou o padrão “humanamente esperado”.

“Temos um padrão fundamental neste país, no qual, inclusive quando a pena de morte é justificada, o procedimento deve ser conduzido humanamente. Eu creio que todo o mundo reconhece que esse caso não alcançou esse standard `padrão`”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, durante entrevista coletiva. Clayton Lockett foi executado por ter assassinado uma jovem de 19 anos, em 1999.
Com as complicações na aplicação da pena de Lockett, a execução do outro preso foi adiada por 14 dias. Antes de morrer, Lockett permaneceu 40 minutos em estado convulsivo, e teve uma veia arrebentada. O normal nesse tipo de execução é que a morte ocorra em no máximo cinco minutos.

O caso também levanta polêmica sobre o uso de novas injeções letais, devido à falta das substâncias convencionais no mercado. Segundo a imprensa americana, as novas injeções estariam demorando mais a “matar”.

O caso de Lockett não teria sido o primeiro a acontecer, mas, em Oklahoma, ele foi o primeiro caso de execução a utilizar a “combinação” letal farmacêutica, diferente da tradicional.