EUA sofrem novas ameaças do Talibã

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“Ataque a Washington deixará o mundo perplexo”, diz terrorista

Ao mesmo tempo em que reivindicou um ataque contra uma academia de polícia no Paquistão, o grupo da milícia fundamentalista islâmica Talibã ameaçou promover um ataque à capital dos Estados Unidos. A ameaça foi feita por Baitullah Mehsud, um dos braços-direitos de Osama Bin Laden e por quem o governo americano oferece recompensa de cinco milhões de dólares, que acrescentou que o ataque no Paquistão foi uma retaliação aos disparos de mísseis americanos na região de fronteira com o Afeganistão.

“Em breve promoveremos um ataque em Washington que deixará o mundo todo perplexo”, assegurou Mehsud em conversa por telefone com a Associated Press, sem fornecer detalhes. Acredita-se que Mehsud e outros líderes do Taleban estejam escondidos nas áreas autônomas paquistanesas. Juntamente com o Afeganistão, o Paquistão tornou-se uma das prioridades do governo do presidente dos EUA, Barack Obama, que, na semana passada, apresentou uma revisão da estratégia americana para a região.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, por sua vez, reafirmou o discurso conciliador do governo pedindo que sejam feitos esforços para reintegrar à sociedade os membros da Al-Qaeda e do Talibã dispostos a “abandonar a violência” e “apoiar a constituição”. Diante de representantes de mais de 90 países e organizações que se reúnem em Haia, na Holanda, ela também repetiu as palavras de Obama ao dizer que o que acontece no Afeganistão afeta todo o mundo e um fracasso no país, invadido pelos EUA em 2001, seria um “retrocesso para todos”. “Devemos apoiar os esforços do governo do Afeganistão para separar os extremistas da Al-Qaeda e os talibãs daqueles que se uniram a eles não por convicção, mas por desespero”, disse Hillary.