Exportar sim, mas com critério

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Antes de começar a pensar em exportação é preciso avaliar as variáveis envolvidas no processo

Por Joel Stewart

Há algum tempo é cada vez mais forte a percepção do aumento do poder de compra dos brasileiros, refletindo o bom momento por que passa o país. Este fato, aliado a outros fatores, estimula os brasileiros a fazer compras no exterior enquanto aproveitam o período de férias e de lazer.

Nós, moradores da Flórida, temos notado o afluxo de brasileiros nos shopping centers, onde é comum escutarmos pessoas falando português. Até mesmo os lojistas, beneficiados por este acréscimo nos negócios, já se preocupam em falar português ou pelo menos “portunhol” para melhor atender aos clientes ávidos por bons produtos e por bons preços.

Muitos brasileiros que moram na Flórida, observando este movimento, sentem-se incentivados a pensar em como aproveitar o momento e, com criatividade, imaginam como exportar algum produto para a terra natal. Neste ponto é que devemos atentar para as regras de importação do país. É importante procurar informar-se sobre a legislação aplicável bem como procurar auxílio de quem realmente entende da questão e de empresas legalmente estabelecidas que possam apoiar o potencial empreendedor.

Fomos informados sobre iniciativas que buscam desenvolver negócios nas áreas de saúde e de tecnologia, o que certamente envolve certa complexidade na operação. Além dos procedimentos específicos de aprovações dos produtos segundo normas locais, obtenção de licenças e demais arranjos do processo legal de importação, há que se levar em conta a organização na ponta de venda. Muitas vezes aspectos relativos a recebimento de mercadorias, desembaraço alfandegário, taxas, impostos, estocagem e entregas são relegados a um segundo plano e, se não cuidados de forma competente, podem acarretar prejuízos. Uma operação em escala piloto envolvendo volume e valor limitado serve como aprendizado e ajuda na identificação das dificuldades e oportunidades inerentes a qualquer negócio.

É importante observar que muitos, no afã de iniciar um novo negócio, acabam até mesmo perdendo tempo e dinheiro. Ainda que o espírito inovador e empreendedor sejam louváveis, nunca é demais alertar para a importância de proceder de forma correta e evitar problemas futuros.

BACCF realiza evento em Broward

Esta semana foi servido um café da manhã para a Câmara de Comércio Brasil USA (BACCF) no escritório de advocacia “Fowler White Boggs”, localizado na Las Olas Boulevard, em Fort Lauderdale. O evento contou com 30 participantes, entre eles o Dr. Arnold Zipper sócio da “FWB” e o Dr. Joel Stewart colunista deste jornal.

O Dr. Zipper, especializado em assuntos corporativos, é filho de pai brasileiro e de mãe cubana e fala três idiomas: inglês, português e espanhol. O Dr. Joel Stewart é associado a Fowler White Boggs e trata dos assuntos comerciais entre Brasil e os EUA.

O presidente da BACCF, Saulo Ferraz, fez apresentações e falou do compromisso da entidade em incluir cada vez mais eventos de Broward na agenda mensal, pois há muitos brasileiros e empresas brasileiras no condado de Broward, como a Embraer, por exemplo.