Falta de quórum ameaça esforço concentrado

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Depois de duas semanas de recesso, poucos deputados estavam em plenário na retomada dos trabalhos

Para quem queria aproveitar as poucas sessões que faltam até a pausa para as eleições para um esforço concentrado com o objetivo de votar questões importantes para o país, o Congresso Nacional deu mais uma prova de descaso à sociedade: depois de duas semanas de recesso, o primeiro dia de trabalho na Câmara registrou a presença de apenas cinco dos 513 deputados e não houve quórum sequer para abrir a sessão de debates. Nem o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff, apareceu. No Senado, não foi diferente e a sessão de debates contou com poucos presentes – somente oito dos 81 senadores.

Na prática, até outubro, os parlamentares terão votações marcadas em apenas seis dias, mas receberão os vencimentos mensais de 16 mil reais e todos os benefícios e vantagens do mandato, que podem chegar a rendimentos extras na faixa de mais 34 mil reais. Após as sessões previstas para início de setembro, as autoridades entram novamente em recesso branco até as eleições. Temer garantiu que os ausentes a estas votações serão descontados no salário. O objetivo é analisar três medidas provisórias que trancam a pauta: a 487, que trata da capitalização do BNDES e de empréstimos a municípios,; e as 488 e 489, tratando das regras e obras para as Olimpíadas de 2016.