Família agradece apoio da comunidade brasileira

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Depois de apelo na mídia comunitária, Moisés Moraes conseguiu novo local para morar

Joselina Reis

Desde abril deste ano, quando a história da família do Sr. Moisés foi publicada no jornal AcheiUSA várias pessoas se prontificaram a ajudá-lo. A família morava em um apartamento de um quarto e o filho, Carlos Alberto Moraes, de 55 anos, paraplégico foi deixado pela clínica onde morou nos últimos anos, na sala dos pais. Aos poucos, e com ajuda da comunidade brasileira no sul da Flórida, Sr. Moisés, de 84 anos, dona Geralda, de 79 anos, conseguiram mudar para outro apartamento no mesmo prédio onde puderam colocar o filho em um quarto. “Se não fosse a ajuda da comunidade, não sei o que seria de nós”, afirmou Sr. Moisés que se não se cansa de agradecer.

Além das doações anônimas, a família conseguiu o apoio do Centro de Assistência ao Imigrante (IAC), do grupo Cuponeiras da Flórida, da igreja Revival Church for the Nation e de um grupo de mulheres que criou no Facebook a página ‘Ajuda ao Sr.Moises’. No entanto, as doações estão raras nas últimas semanas e o casal de idosos ainda tenta junto ao Departamento de Apoio à Criança e a Família (Departament of Children and Families, nome em inglês) para que o filho consiga ter acesso a serviços médicos.

De acordo com representantes do IAC, o DCF investigou o caso do brasileiro e somente após a liberação de um parecer é que será possível exigir dos órgãos americanos competentes que o brasileiro receba serviço médico em casa. “Eu quero ficar aqui. É muito melhor”, conta Carlos Alberto, com alguma dificuldade em se comunicar, mas garantindo que a vida ao lados dos pais idosos é bem melhor do que os 19 anos em que passou vivendo em hospitais e ou clínicas de reabilitação em Miami.

Além de exigir que Carlos Alberto receba algum tipo de serviço médico em casa, os representantes do IAC também vão buscar apoio jurídico para a família. Nos anos em que viveu em hospitais em Miami (Carlos foi transferido por pelo menos três vezes) o mineiro não recebeu os cuidados necessários que poderia ajudá-lo. “Ele poderia ter a chance de usar cadeiras de rodas. Porém, os anos sem fisioterapia atrofiaram todo o seu corpo”, disseram as voluntárias do IAC.

O Centro de Apoio ao Imigrante tem mantido visita constante à família e solicita que a comunidade não pare de ajudar o casal de idosos. “Não podemos voltar para Brasil. Não temos nada lá. Quero passar os poucos anos que me restam perto dos meus filhos e netos”, conta dona Geralda.

Entenda o caso
Depois de 19 anos vivendo de hospital em hospital, o mineiro Carlos Alberto Moraes, de 55 anos, foi levado para a casa dos pais e deixando na sala. No dia 24 de outubro de 1995, Carlos Alberto atravessava uma rua em Miami e antes de chegar do outro lado sua vida mudou completamente. O ex-taxista foi atropelado e, a partir daí, só voltaria para casa no dia 18 de abril de 2014.

Sua vida desde aquele 24 de outubro de 1995 tem sido resumida a uma cama de hospital, primeiro no Jackson Memorial Hospital, em Miami, depois em três diferentes clínicas de saúde. Em uma delas, em um acidente não explicado, Carlos teve uma das pernas quebrada.

A família não possui plano de saúde por falta de status legal no país.

Ajuda
Quem puder ajudar a família pode depositar qualquer quantia na conta bancária de Moisés Moraes, Bank of America, número 3774028959.

Carlos Alberto precisa desde medicamentos até produtos de limpeza e higiene pessoal. Doações em espécies como material de higiene pessoal, fraldas descartáveis tamanho grande, creme para assaduras, luvas entre outros podem ser agendadas através do telefone (954)969-1780 com Moisés.