Filho de brasileira assassinada tem visto negado

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Luis Pereira quer vir aos EUA para buscar cinzas da mãe, mas consulado teme que ele permaneça ilegalmente no País

Rosa Hirsch
Joselina Reis

Luis Pereira, filho da brasileira Rosa Hirsch, 63 anos, assassinada em Margate no último dia 11 de agosto, teve o visto negado na embaixada americana no Brasil. Ele tentava embarcar de Recife para a Flórida para buscar as cinzas da mãe. Rosa foi assassinada a tiros pelo namorado, o hondurenho Francisco Javier Rodrigues, de 54 anos.

Luis conta que a família ficou sabendo do assassinato pelo Facebook. O estresse que estamos passando é um absurdo, conta o filho. Ele disse que a entrevista com a imigração americana estava indo bem até o momento em que ele disse que a mãe era cidadã americana. A partir daí, segundo Luis, o agente de imigração demonstrou receio em deixá-lo vir aos Estados Unidos. Eles temem que eu fique nos Estados Unidos, acredita.

Segundo Luis, que vive em Portugal e estava no Brasil a negócios, o agente de imigração aconselhou que ele voltasse a Lisboa e pedisse o visto pelo consulado americano naquele país. Ele reclama que a viagem do Brasil até a Europa, de lá para os Estados Unidos e de volta para o Brasil, onde a família aguarda as cinzas, iria custar em torno de $5mil. Eu não tenho todo esse recurso disponível agora, lamenta.

Ele lembra que a mãe tinha economias em um banco americano, sendo ele um dos beneficiários, além de um carro e apólice de seguro.

Ele conta que nunca teve interesse de vir aos Estados Unidos. A mãe, que era advogada no Brasil, viajava constantemente e o visitava em Portugal. Outros membros da família nem tentaram aplicar para o visto americano, porque já foram recusados em tentativas anteriores.

Eles negaram três vezes para a minha irmã e uma vez para o filho dela, uma criança, relembra indignado.

Luis relata que havia falado com a mãe um dia antes do ocorrido. Ela estaria em uma excelente fase da vida. Depois de muitos anos tentando a sorte nos Estados Unidos, Rosa finalmente tinha conseguido, em termos, voltar para a carreira que seguia no Brasil. Ela tinha passado em uma prova para trabalhar na corte. Tinha aperfeiçoado o inglês para isso. Estava tão perto de voltar para o meio jurídico, relata muito emocionado.

Após disparar contra a namorada, Rodriguez ligou para o serviço da polícia por volta das 9:18PM no dia 11 de agosto e se entregou. Ele foi preso em flagrante e continua preso sem direito a fiança. O funeral aconteceu no sábado (18) no Gary Panoch Funeral Home em Boca Raton. A empresa funerária estaria guardando as cinzas para entregar à família.