Filhos de latinos serão decisivos nas eleições dos EUA

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Nascido nos Estados Unidos, Manuel Rendon, filho de mexicanos que vieram para América atravessando a fronteira, acaba de completar 18 anos e será um dos eleitores no próximo pleito, em novembro. “Uma vez que atingi a maioridade, sei que a única maneira de ter a minha voz ouvida é através do voto. Portanto, esse não é apenas meu direito, mas minha obrigação”, disse o jovem.

Ele é apenas um dos milhares de exemplos de filhos de imigrantes – especialmente latinos – que nasceram aqui no país ou tiveram a situação legalizada, e agora estão chegando à maioridade, podendo ir às urnas nas eleições presidenciais. Esses jovens atingem 18 anos em meio a um momento turbulento em termos de debate sobre a reforma imigratória e sabem que serão decisivos nos rumos do país.

De acordo com as estimativas do Pew Hispanic Center, existem hoje nos EUA pelo menos cinco milhões de latinos entre 18 e 29 anos de idade, sendo que 400 mil jovens chegam à maioridade todos os anos. Se o grupo antes se escondia em seus guetos, agora quer algo mais – formam a segunda geração de imigrantes, que tem sido cortejada pelos principais candidatos à presidência do país, em especial Hillary Clinton e Barack Obama.

O caminho para a Casa Branca certamente passa pelo voto dos jovens ‘latinos’.