França nega visto a imigrante muçulmano

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Apesar do apoio da população, decisão foi considerada discriminatória e piora relações com estrangeiros

Mais um caso de xenofobia e preconceito na França. O governo daquele país, através do Ministério da Imigração, negou a cidadania a um estrangeiro, depois que numa das entrevistas ele confessou que obriga a esposa a usar o véu islâmico. A recente decisão irritou os islamitas, como Mohammed Habib, que acusou a França de incitar o ódio contra os povos árabes e muçulmanos.

No ano passado, o Comitê parlamentar francês sugeriu medida no sentido de proibir parcialmente o uso do véu islâmico, principalmente em escolas. “O governo deve respeitar os nossos sentimentos e entender que o uso do véu é uma obrigação no Islã”, acrescentou Habib. A negativa do documento ao imigrante muçulmano, cuja identidade não foi revelada, é mais um entrave nesta já difícil relação.

O ministro da Imigração, Eric Besson, confirmou a negativa do visto, mas justificou que isso nada tem a ver com preconceito. Segundo ele, o homem não pode tolir a liberdade da mulher andar como quiser, num país ocidental. No entanto, o mesmo comitê recomendou que qualquer pessoa que mostre sinais visíveis de prática religiosa radical não tenha licença de residência na França. Segundo estimativas, há cerca de 1.900 mulheres que normalmente usam véu naquele país da Comunidade Europeia.