Gol inicia vôos regulares para os EUA em dezembro

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Conheça Sydnei Luiz Casarini, responsável pela operação

Chris Delboni
Colunista do Portal iG

A partir de dezembro, o brasileiro ganha uma nova opção aérea para os Estados Unidos, com vôos diários da Gol chegando em Miami e Orlando.

E o grande responsável pelo sucesso das operações experimentais no meio do ano que desencadearam as bases permanentes na Flórida foi Sydnei Luiz Casarini.

“A missão que eu tinha era montar a base, organizar e falar com as autoridades”, diz Casarini.  “A operação foi um sucesso”.

O resultado foi tão positivo que no dia 15 de  dezembro a Gol dará inicio aos vôos regulares de São Paulo ou Rio de Janeiro para Orlando ou Miami, com uma rápida parada em Santo Domingo, na República Dominicana, e também abrirá uma nova base temporária em Nova York, de vôos de fretamento do programa Smiles, de milhagem e relacionamento, até 17 de fevereiro.

E mais uma vez, é Casarini que vem coordenar a chegada de brasileiros para o fim de ano branco, de neve em N.Y.

Casarini começou a pilotar com 16 anos.  Dois anos depois, ele foi trabalhar na Varig como agente de aeroportos.  Trabalhava de dia no aeroporto, em Congonhas, e estudava à noite primeiro engenharia, mas logo decidiu que queria mesmo era fazer direito.

Só que quando se formou e pegou a carteira da OAB fez uma nova escolha profissional:  decidiu  permanecer na Varig como coordenador de treinamento e não seguir carreira nem de advogado, nem de piloto.

A escolha não foi muito difícil. Casarini sempre gostou de lidar com gente. Então, fazer atendimento ao cliente dentro da aviação era a conjunção de duas paixões.

Tomei a decisão de continuar dentro da Varig mas construir minha carreira profissional como administrador, diz.   Gosto de me relacionar com pessoas.

E assim ele foi construindo uma carreira brilhante, por 25 anos na Varig e nos últimos cinco na Gol Linhas Aéreas, como gerente geral de controle de qualidade, diretor de aeroportos e diretor de infraestrutura.

Mas Casarini, que gosta muito do pioneirismo, está sempre buscando novos desafios e caminhos para se aprimorar e expandir seu trabalho.
Em setembro, ele deixou a Gol como funcionário e passou a prestar serviços independentes através da consultoria SLCasarini, de aviação, infraestrutura e treinamento.

Casarini vai coordenar toda a infraestrutura inicial das novas bases da Gol nos Estados Unidos.

Ele espera que essas operações tenham o mesmo resultado positivo das anteriores e diz que o segredo do sucesso de todos os seus projetos se resume no respeito ao cliente.

Quando a gente atende numa empresa aérea, a gente vende sonhos, diz Casarini. São pessoas que estão viajando pela primeira vez.  São pessoas se despedindo de entes queridos pela última vez, tem gente que vai viajar de lua de mel e vai para um paraíso tropical.  A gente tem que olhar pelas pessoas, se importar com elas.

E isso, diz ele, se traduz na pontualidade do vôo, limpeza da aeronave e conforto.

Nós fazemos parte desse sonho.  Temos que entregar esse sonho, diz ele.  E é isso que faz a diferença.

Cerca de 3 mil passageiros passaram pelas mãos de Casarini e sua equipe entre julho e agosto, em Orlando e Miami.  Ele estava presente diariamente nos embarques e desembarques alternando entre as duas bases.

Chego antes da operação começar vejo como está nosso atendimento, se estão com sorriso.  A gente tem que se colocar no lugar do cliente, diz ele. É um vôo, mas esse vôo é o vôo mais importante da noite. Um vôo nunca é igual a outro.

E valeu a pena, diz Casarini, 49, que trata seus funcionários e clientes como visitas em sua casa e quer passar um pouco desse treinamento para os jovens que estão entrando no ramo de aviação.

A gente não pode parar de estudar nunca.  Sou um eterno aprendiz, diz o mestre que ministra aulas de segurança no transporte aéreo, infraestrutura aeroportuária e marketing de relacionamento com cliente na Academia do Ar, escola de aviação civil da Universidade Guarulhos.

Treinamento é mudança de comportamento.  A área de atendimento ao cliente se renova todo dia.

Casarini diz que o maior desafio que teve na primeira fase das operações internacionais da Gol foi mostrar para os americanos no comando nos aeroportos aqui o “jeito brasileiro” de ser e agir.

A gente se abraça, se beija o brasileiro é assim.  E eu consegui, ao logo desse período, mostrar para o americano que a gente transporta crianças, senhoras grávidas, idosos com carinho.

Para mais informações sobre os novos vôos da Gol para os Estados Unidos, visite http://voegol.com.br.

Essa reportagem foi publicada originalmente na coluna Direto de Miami, do Portal iG (e o endereço da coluna direto http://colunistas.ig.com.br/diretodemiami/).