Goveno americano encerra 1.500 casos de deportação de 150 mil processos revisados

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Mas os imigrantes destes casos fechados ficam no limbo, sem permissão de trabalho e sem carteira de motorista

DA REDAÇÃO – O governo federal americano encerrou administrativamente 1.500 casos de deportação de um total de 300 mil que, em agosto do ano passado, foram enviados para revisão por uma ordem executiva.

Até esta data 150 mil processos foram vistos por funcionários do Gabinete de Alfândega e Controle de Fronteiras (ICE). John Morton, diretor do órgão, disse a uma subcomissão orçamentária da Câmara de Deputados que o processo, iniciado em novembro, está caminhando rapidamente.

A maioria das ordens de deportação encerradas corresponde a casos de baixa prioridade, pessoas que estão vivendo no país por vários anos e seu cônjuge ou um filho é cidadão americano, explicou Morton.

Em janeiro, as autoridades imigratórias haviam dito que poucos casos foram encerrados administrativamente porque quase todos se ajustavam às prioridades imigratórias do ICE, divulgou a Agência Francesa de Noticia (AFP).

Os casos encerrados pelo ICE ficam em uma espécie de “limbo” legal, já que neste momento não podem nem trabalhar nem pedir a legalização, mas não são deportados. Tampouco podem solicitar uma carteira de motorista pelo fato de não ter um status de permanência legal nos Estados Unidos.

Em 18 de agosto de 2011, o governo anunciou sua intenção de prorrogar, por tempo indefinido, a deportação de certos imigrantes sem autorização para estar no país, que tenham uma ordem de deportação vigente e que careçam de antecedentes criminais, os quais podem ter a possibilidade de solicitar uma autorização de trabalho desde que atendam a uma série de outros requisitos.

Também advertiu que a medida é discricional, afeta ou impacta aproximadamente 300 mil indocumentados em processo de deportação e cada caso será revisado minuciosamente pelas Cortes de Imigração.

Imediatamente a Associação Americana de Advogados de Imigração (AILA) alertou a população indocumentada que a medida adotada pelo governo – e que afeta a política de deportações – não se tratava de uma “anistia”, e recomendou a todos para ficar atentos a possíveis golpes por parte de paralegals ou notários que realizam ações não autorizadas.