Grupos ativistas anti-imigrantes contra reforma

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A Casa Branca quis arrancar com pé direito o debate sobre uma reforma imigratória integral, mas grupos conservadores querem torpedear a legalização dos estrangeiros indocumentados

Após seis meses de retórica sobre um assunto que ficou relegado devido à crise econômica e financeira, o presidente Barack Obama finalmente disse que a reforma é inadiável, e chegou a hora de por mãos à obra.
As fissuras existem tanto entre democratas e republicanos como dentro de seus respectivos partidos, e já começam a surgir divergências sobre o que fazer com os indocumentados, e se lançam ou não um novo programa de trabalhadores “hóspedes”.
Ao sair deste encontro, por exemplo, o senador republicano e rival de Obama na eleição de 2008, John McCain, afirmou que não apoiará nenhuma reforma que não inclua um programa de trabalhadores temporários.

O senador democrata Charles Schumer, que preside um subcomitê de imigração e seria um dos autores da reforma, apóia elementos como o incremento da vigilância fronteiriça – uma das exigências dos conservadores – e uma via para que os indocumentados “ganhem” a legalização nos Estados Unidos.

Mas, durante um fórum diante do Instituto de Política Migratória, Schumer também deixou entrever que não faria concessões para adotar um programa de trabalhadores temporários, talvez porque os sindicatos – segmento chave da base eleitoral dos democratas – não o apóiam.

Nada de anistias

Enquanto se iniciam as preliminares para redação de um documento, grupos como o Centro para Estudos de Imigração (CIS) e o Comitê de Ação Política de Americanos por uma Imigração Legal (ALIPAC) retomaram a batalha contra qualquer coisa que cheire a “anistia”, reiterando suas queixas de que os indocumentados são uma ameaça para a estabilidade econômica e a segurança nacional do país.
Mark Krikorian, do CIS, insiste na “institucionalização” de novas medidas policiais, como o rastreamento dos presos estrangeiros em todas as prisões do país e a vigilância das entradas e saídas do restante dos visitantes estrangeiros.