Guerra do Iraque matou quase 100 mil civis

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Cálculo foi feito por ONG europeia, mas número de vítimas fatais pode ser ainda maior

A guerra entre as forças da coalizão comandada pelos Estados Unidos e o Iraque, que durou de 2003 a 2008, deixou pelo menos 92.600 civis mortos. Este foi o cálculo feito pela ONG Iraq Body Count (IBC), entidade que contratou pesquisadores britânicos e suiços para fazer um levantamento acerca das perdas de vidas no conflito, especialmente de mulheres e crianças. O número de vítimas fatais inocentes, que pode ser ainda maior do que o divulgado, supera em muito as baixas dos insurgentes.

A maioria das mortes foi resultado de ataques de autores desconhecidos, frequentemente em execuções extrajudiciais, atentados suicidas, carros-bomba e explosões de morteiros. O estudo ressalta, no entanto, que muitos óbitos foram resultado dos ataques das forças de coalização. Segundo Madelyn Hsiao-Rei Hicks, do Instituto de Psiquiatria do King’s College, de Londres, responsável pelo estudo, houve uma maior proporção de mulheres e crianças entre os civis mortos pelos Estados Unidos e aliados.” Se você usa um bombardeio aéreo pesado numa área populosa, provavelmente terá um efeito mais indiscriminado sobre mulheres e crianças”, disse ela.

A entidade relatou, porém, que o número de civis iraquianos mortos violentamente caiu em 2010 ao seu menor nível desde a invasão americana de 2003. Os Estados Unidos já não estão mais em missão de combate no Iraque desde o ano passado, mas em quase oito anos o conflito o país gastou mais de 900 bilhões de dólares com a ofensiva e perdeu mais de 4.400 soldados no front.