Igreja que acolheu refugiada pagará 400.000 dólares por gastos pelo protesto

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Novo Movimento Santuário reúne igrejas de diversos credos para proteger imigrantes

A Igreja Unida de Cristo de Simi Valley (Califórnia), que deu cobertura a uma indocumentada e a seu filho americano, receberá uma fatura de quase 400.000 dólares para cubrir os gastos policiais de uma protesta antiinmigrante. A fatura contabiliza os custos ocorridos na Prefeitura de Simi Valley por causa dea concentração de domingo de ativistas antiinmigrantes diante da igreja, o que exigiu a presença da policía.

A concentração, organizada pelo grupo “Save Our State”, foi realizada para protestar contra a decisão da igreja de acolher Liliana, uma imigrante ilegal do México, e seu filho nascido nos Estados Unidos, para que não a deportem. Este protesto foi realizado por grupos pró imigrantes, que apoiaram a medida tomada pela igreja de Simi Valley.

As autoridades desta cidade consideram que a igreja, ao tornar pública sua decisão de abrigar uma imigrante indocumentada, provocou esta concentração que deu origem aos distúrbios. O prefeito de Simi Valley, Paul Miller, qualificou os membros da igreja irresponsáveis por “dar cobertura a uma imigrante ilegal”, e destacou que a prefeitura tem a “obrigação de proteger a todos os cidadãos de potenciais atos violentos, mesmo os resultantes de uma ação mal calculada”.

A igreja continua acolhendo Liliana, residente de Oxnard (Califórnia) e a seu filho americano há várias semanas. Esta imigrante, antes refugiada na igreja Episcopal San Lucas de Long Beach, vive agora na antiga casa do pároco da igreja de Simi Valley. Liliana integra o chamado “Novo Movimento Santuário”, surgido recentemente em vários lugares do país, que abriga membros de famílias que encraram deportação. O movimento reúne igrejas de diferentes credos.