Imigrantes gays querem imunidade contra deportação

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Ativistas pressionam para que Obama inclua o grupo entre os beneficiados com uma possível legalização

DA REDAÇÃO COM WASHINGTON TIMES

Ativistas que lutam em prol dos direitos dos homossexuais querem que o grupo seja incluído na possível legalização que o presidente Barack Obama prometeu aos imigrantes indocumentados ainda no verão deste ano. Eles estão preparando campanhas em vários estados americanos para lembrar o presidente de que, além de ser socialmente marginalizados pela escolha sexual que fizeram, muitos ainda enfrentam o perigo da deportação.

O presidente Barack Obama disse na semana passada que antes do feriado de Labor Day (1° de setembro) vai assinar alguma medida para resolver a situação de milhares de imigrantes indocumentados que vivem no país. Especula-se que, o presidente vá oferecer permissão de trabalho e proteção contra deportação para quase 4,5 milhões de imigrantes, principalmente os pais dos estudantes beneficiados com o DACA (Deffered Action for Childhood Arrivals), assinado em junho de 2012.

Os homossexuais querem além dos mesmos direitos dos pais dos estudantes imigrantes, que Barack Obama e sua equipe não inclua, em sua possível ordem executiva, nenhuma restrição quanto a ficha criminal. “Se ele `o presidente` manter essa restrição vai excluir muitos gays e transgêneros. Pessoas com esse estilo de vida geralmente se envolvem em confrontos e acabam tendo ficha policial longa”, explica Jorge Gutierrez, ativista em Washington.

Ativistas acreditam que existam nos EUA pelo menos 250 mil imigrantes gays indocumentados. O apoio à causa gay foi uma das bandeiras do então candidato à presidência, Barack Obama. No entanto, a Casa Branca já divulgou, por várias vezes, que pessoas com antecedentes criminais serão deportadas. O DACA, por exemplo, não beneficiou jovens imigrantes que tinham cometido crimes.

Enquanto republicanos e democratas estão de férias, o presidente Brack Obama e sua administração estaria estudando possíveis ações a serem incluídas em uma ordem executiva que pode ser assinada até o dia 1° de setembro. Os republicanos aprovaram no último dia de trabalho do Congresso (1° de agosto) um projeto de lei que poderia engessar as ações de Obama, porém a atitude não deve ir muito longe. “Eu e o senado nunca iremos aprovar isto”, disse o presidente dias depois da votação.