Imigrantes pobres dos EUA lideram remessa de dinheiro, diz BID

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Os imigrantes de baixa renda que vivem nos Estados Unidos são os que mais dinheiro mandam às suas famílias na América Latina, afirmou nesta quarta-feira o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Um estudo feito com mais de 2.500 imigrantes adultos indicou que mais de três quintos dos que fazem remessas às suas famílias podem ser considerados pertencentes à “classe trabalhadora pobre” ou “classe média baixa”, com rendimentos anuais inferiores a 30 mil dólares, segundo o BID.

O estudo também mostrou que a média de idade dos imigrantes que ajudam os familiares caiu nos últimos cinco anos. Entre eles, 54 por cento têm menos de 35 anos, contra uma parcela de 49 por cento num relatório publicado pelo banco em 2004.

“Os mexicanos e centro-americanos que mandam remessas regularmente são significativamente mais jovens que outros latino-americanos”, disse o BID no documento, acrescentando que quase 60 por cento deles têm menos de 35 anos.

A pesquisa mostrou que a maioria dos imigrantes latino-americanos, legais ou ilegais, encontra trabalho em poucas semanas nos EUA. “A metade dos imigrantes encontrou trabalho nos Estados Unidos em um mês ou menos”, afirmou o relatório.

A maioria dos imigrantes estava desempregada ao deixar seu país de origem, indicou a pesquisa. Os que tinham emprego ganhavam em média 150 dólares por mês, passando a ganhar seis vezes mais nos EUA (900 dólares).

O estudo do BID afirma ainda que 12,6 milhões de imigrantes latino-americanos nos EUA enviaram um total de 45 bilhões de dólares em remessas às suas famílias no ano passado.

O percentual de imigrantes que mandou dinheiro regularmente à família cresceu de 61 por cento em 2004 para 73 por cento em 2006. O valor médio das remessas também subiu, disse o BID, de 240 dólares para 300 dólares.

A maioria dos imigrantes, ou 61 por cento deles, mandou dinheiro pelo menos uma vez por mês, disse o BID.

Os imigrantes que enviam mais dinheiro estão concentrados nos tradicionais destinos para os hispânicos. A Califórnia encabeça a lista, com 13,191 bilhões de dólares enviados, seguida pelo Texas (5,222 bilhões de dólares) e Nova York (3,714 bilhões de dólares).

A pesquisa foi feita em espanhol com 2.511 imigrantes, entre 3 e 25 de maio deste ano. A margem de erro, segundo o BID, é de dois pontos percentuais.