Impacto de um Dia sem Imigrantes foi mais simbólico do que econômico

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Milhares de imigrantes mostraram sua força para serem ouvidos pelo Congresso dos Estados Unidos a fim de que se aprove uma reforma imigratória que regularize o status de cerca de 12 milhões de indocumentados no país

Apesar do visual vibrante das várias manifestações e da ampla cobertura da imprensa americana, não ficou claro o impacto que o chamado “Dia sem Imigrantes” teve na economia, segundo alguns analistas.

Os protestos de segunda-feira afetaram alguns setores, pois muitos negócios foram obrigados a fechar suas portas por falta de mão-de-obra, sobretudo os setores de construção, agricultura, têxtil e serviços, principalmente o turismo.

No geral, no entanto, o efeito das passeatas de segunda-feira foi simbólico: “Não foi um evento de grande impacto econômico”, comentou o economista Nigel Gault, do Global Insight, grupo sem filiação política, com sede em Massachusetts. “Economicamente seria um grande evento se, de repente, os 12 milhões de indocumentados desaparecessem permanentemente”, enfatizou o especialista em entrevista para o Wall Street Journal.

O diário citou também Frank Sharry, diretor do Foro Nacional de Imigração, coalizão de empresas, sindicatos e grupos cívicos favorável a uma reforma total do sistema imigratório dos Estados Unidos. Sharry assinalou que as passeatas de segunda-feira definitivamente pressionarão alguns legisladores a apoiar uma proposta debatida no Senado que legalizaria a maioria dos indocumentados.

Já os que se opõem à proposta do Senado, afirmou que as manifestações serviram para afastar a probabilidade de que ocorra uma reforma imigratória no Congresso. “Isto matou qualquer possibilidade de que um projeto de lei chegue ao escritório do presidente”, disse Mark Krikorian, diretor do Centro para Estudo da Imigração, grupo com sede em Washington que defende uma política imigratória mais restrita para os indocumentados.