Implementação de pontos polêmicos continua

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Discurso de Obama chama todos a participar dos próximos quatro anos de mudança do País

Quem foi à posse do presidente, esperava realmente pelo discurso. Um ativista solitário que passou cerca de quatro horas em cima de uma árvore gritando contra leis de aborto chamou atenção como queria, mas não conseguiu desviar a atenção do público quando finalmente Obama começou a falar. Aliás, ele foi o único a ser preso no dia, nada de grandes protestos como nas solenidades de posse de outros presidentes.

Sob muita ovação popular, o público gritou por diversas vezes o nome do presidente, Obama falou por dezoito minutos e tocou em pontos que estão na mídia e ainda são metas não alcançadas em seu governo. A cada frase que o público esperava ouvir dele, vários grupos iam ao delírio e alguns até ensaiavam uma dança da vitória em meio à multidão.

Assuntos como saúde pública, direitos civis dos gays e lésbicas (o que muitos acreditam ter sido a primeira vez que um presidente toca em assunto tão delicado em um discurso de posse), e principalmente imigração não puderam faltar no discurso do seu segundo mandato. Obama, por diversas vezes, durante a campanha prometeu retomar o assunto com força após a sua posse.

Mas Barack Obama não perdeu a oportunidade de chamar o povo à sua responsabilidade como cidadão. Ele disse que a “jornada não esáa completa” e fez questão de enfatizar repetindo palavras como “nós, o povo”, por cinco vezes, e “juntos” por outras sete vezes. “Meu povo americano, nós fomos feitos para esse momento, e ele é nosso,  se nós trabalharmos juntos”, disse ele, chamando o povo a participar mais.

Muitos especialistas foram à mídia após a posse com o mesmo discurso. Eles acreditam que, dessa vez, sem ter que agradar a gregos e troianos para garantir um segundo mandato, Obama deve usar táticas mais agressivas para conseguir finalizar a sua agenda de promessas, principalmente em direitos civis.

Essa tática ficou clara em vários momentos durante seu discurso de posse do segundo mandato quando ele voltou a falar do que interessa ao público e não se esqueceu de dar algumas alfinetadas nos republicanos. “Decisões precisam ser tomadas e não podemos postergar. Não podemos, erroneamente, substituir o que é esperado de um governo por politicagem ou ameaças. Temos que agir agora”, disse Obama, numa alusão clara à demora dos republicanos em votar pelo teto fiscal. JR