Indocumentados podem esperar 10 anos pela cidadania

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Democratas falam do tempo de espera na fila para uma possível legalização para pedir a residência

Senadores democratas disseram nesta quinta-feira (7) que sua proposta para uma reforma imigratória pode significar para os 11 milhões de imigrantes sem papéis uma espera de 10 anos para solicitar a residência permanente, uma exigência para se obter a naturalização.

O senador Dick Durbin, um dos quatro democratas que apresentou juntamente com quatro republicanos uma proposta de reforma que condicionaria a naturalização dos imigrantes sem a devida documentação à certificação de que a fronteira esteja segura, disse que os beneficiários podem permanecer com um status imigratório provisório durante uma década.

“O processo provavelmente estará na faixa dos 10 anos, e digo nesta faixa porque ainda não temos nada definido”, comentou o senador durante uma conferência de imprensa com jornalistas. “Há um elemento orçamentário de 10 anos que atua sobre nossa decisão assim como qualquer outro fator”.

Outro senador democrata, Robert Menéndez, negou que o tempo de espera seja “exorbitante” e alegou que a lei atual impõe uma proibição imigratória de 10 anos para os imigrantes que fiquem ilegalmente três anos em território americano.

“O importante é que teriam de esperar de toda maneira. A diferença é que teriam a oportunidade de ficar aqui, de receber programas de governo, viajar, e fazer o que for possível para ganhar a opção de naturalização”, acrescentou o único hispânico na bancada democrata do Senado.

Esta é a primeira que vez que os senadores mencionam um tempo de espera provável para que os imigrantes sem papéis possam legalizar-se de acordo com sua proposta de reforma.

Frank Sharry, diretor da organização America’s Voice, disse à AP que “esperar 15 anos pela oportunidade de se converter em cidadão americano é muito tempo. Continuaremos lutando por uma via inclusiva, direta e clara para a naturalização com exigências acessíveis e uma duração mais razoável”.

Menéndez disse também que as conversas atuais indicam que sua proposta de reforma inclua os estrangeiros residentes nos Estados Unidos com status imigratório temporário conhecido pela sigla TPS em inglês.

A central sindical americana AFL-CIO anunciou nesta quinta-feira (7) mobilizações em 14 cidades para apoiar uma reforma imigratória, usando os mesmos recursos que foram usados na campanha eleitoral para a releição de Obama. O primeiro evento foi realizado nesta quarta-feira (6) em Raleigh, Carolina do do Norte e o próximo está marcado para esta terça-feira (12) em Las Vegas.