Indocumentados presos no sul da Flórida estão na mira do ICE

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Agentes usam tecnologia nos centros de detenção de Broward para identificar “deportáveis”

Os agentes da polícia de imigração americana (ICE) estão revisando os registros de centenas de estrangeiros presos nos centros de detenção da Flórida com o objetivo de encontrar pessoas com antecedentes criminais e/ou documentação imigratória irregular para deportação imediata após o cumprimento da pena. No condado de Broward, por exemplo, os federais estão usando tecnologia de ponta para para verificar as informações.

A iniciativa faz parte do programa ‘Comunidades Seguras’ e utiliza o que há de mais moderno para detectar se um imigrante é um “extraditável em potencial”, como se referiu a agência. Antes, os dados eram checados junto ao FBI, através das digitais; agora, porém, além da vistoria pela polícia federal americana, o ICE busca informações também numa base de dados do Departamento de Segurança Interna (DHS).

Os policiais esclareceram, mais uma vez, que a prioridade é a deportação de criminosos que representam alguma ameaça à sociedade, especialmente aquele que cometeram delitos anteriores, como tráfico de drogas, homicídios, roubo e sequestro, entre outros.. “Nosso objetivo é usar a tecnologia para prevenir que imigrantes delinquentes regressem às nossas comunidades”, explicou Marc Rapp, diretor do ICE para o programa ‘Comunidades Seguras’.

Aqui em Broward, o sheriff do condado, Al Lamberti, acrescentou que a tecnologia ajudará a manter os criminosos presos, independentemente da nacionalidade. A ideia é expandir o programa para todo o estado da Flórida e, até 2013, para todo o país. Até agora, apenas 70 condados participam desta iniciativa em todo o país, principalmente em estados com grandes comunidades imigrantes. Para se ter noção da eficácia do programa, basta dizer que no ano fiscal de 2008 mais de 221 mil imigrantes encarcerados foram identificados e colocados na fila de deportação.

Em janeiro deste ano, o ICE admitiu que conta com cerca de 100 equipes especiais para buscar mais de 540 mil indocumentados com ordem de deportação já emitida. Os nomes destes imigrantes, por sinal, já constam do cadastro do Centro Nacional de Informações do Crime (NCIC, na sigla em inglês).