Inflação no sul da Flórida é a maior do país

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Região de Miami-Fort Lauderdale registrou alta de preços na faixa de 5% ao ano

Os moradores do sul da Flórida já sabiam, pois a cada ida ao supermercado ou ao shopping a conta era sempre maior: a alta de preços em Miami e Fort Lauderdale, registrada pelo Bureau of Labor Statistics, órgão do governo federal, foi superior a 5% nos últimos doze meses. O índice, calculado entre novembro de 2006 e outubro de 2007, representa o maior entre as regiões metropolitanas de todo o país e está bem acima da média nacional, que foi de 3,5%.

Os principais responsáveis pela inflação foram os alimentos, tarifas de energia, moradia e transporte, segundo a economista Karen Ransom, do Bureau of Labor Statistics. Em alguns casos, ela acrescenta, o sul da Flórida registrou aumentos de preços quase duas vezes maior do que outros lugares. Os custos com moradia, por exemplo, que aqui ficaram na faixa de 6,1%, ficaram em 3,1% no resto do país – quase a metade. A gasolina na nossa região sofreu reajustes 30% acima da média nacional. Com relação à alimentação, a taxa de inflação foi de 1% só nos meses de setembro e outubro.

As estatísticas de Miami/Fort Lauderdale superaram as de todas as outras grandes cidades, mesmo aquelas que eram consideradas de custo de vida mais alto, como Atlanta (4,8%), Chicago (4,7%) e New York (3,1%).
O resultado da pesquisa derrubou os índices da bolsa de valores – queda de 120 pontos percentuais na quarta-feira. Os especialistas também estão preocupados com o efeito desses números e da alta do preço do petróleo na confiança do consumidor, especialmente em época de feriado de Thanksgiving e do Natal. A expectativa dos investidores é pelo corte de juros por parte do Federal Reserve, o banco central norte-americano, para não causar danos ainda maiores à economia.

A seguir, alguns índices divulgados pelo Bureau:
– Gasolina aumentou 1,4% em outubro
– Tarifas de energia subiram 12,3% nos últimos 12 meses, bem acima dos 2,9% registrados no ano anterior.
– Preços dos alimentos pularam 5,5% entre novembro de 2006 e outubro de 2007, mais do dobro do que o período anterior.