Intolerância de pastor da Flórida coloca os EUA em risco

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Governo americano alerta para possibilidade de atentados após fogueira com o Corão. No Paquistão (foto) já começaram os protestos

Nem mesmo os apelos feitos pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e pelo Papa Bento 16 surtiram efeito junto ao pastor Terry Jones, líder de uma pequena igreja evangélica na cidade de Gainesville, na Flórida. Ele confirmou a cerimônia anti-islâmica para este sábado (no 9º aniversário dos ataques terroristas aos Estados Unidos), quando pretende queimar dezenas de exemplares do Corão – o livro sagrado do islamismo. O ato, segundo o Departamento de Estado americano, pode representar uma ameaça à integridade dos cidadãos aqui e em diversas partes do mundo.
O governo lançou uma advertência sobre a possibilidade de atentados, em resposta à fogueira do Corão. Do mesmo modo, a Interpol, organização internacional de cooperação policial, admite que a possibilidade de ações terroristas a inocentes é grande. No Paquistão, pessoas queimaram a bandeira americana em protesto contra os planos de pastor. “Isto é um incentivo para o recrutamento pela Al Qaeda”, disse Obama.
As críticas à postura do pastor vieram até dos militares americanos que estão em combate no Oriente Médio. O comandante das tropas no Afeganistão, o general David Petraeus, acredita que a atitude pode colocar em risco os soldados. O Vaticano também rejeitou a ideia do evangélico e disse que o mal do mundo é a intransigência entre as pessoas.
Jones disse que recebeu mais de cem ameaças de morte desde que anunciou o ‘Dia Internacional da Queima do Corão’. Por isso, ele agora anda armado, até mesmo dentro da igreja. “Em vez de recuar, é hora de se levantar. Talvez seja a hora de enviar uma mensagem ao Islã radical dizendo que não mais aceitaremos o seu comportamento”, disse o pastor.