Irã é alvo de novas críticas da comunidade internacional

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República islâmica anunciou ampliação do seu projeto nuclear e causou desconforto na ONU

A notícia de que o Irã pretende expandir seu programa nuclear não caiu bem na comunidade internacional. Muitos países acusam o ato da República Islâmica de provocação e anunciam sanções do Conselho de Segurança da ONU. A crescente pressão acontece, principalmente, por parte dos Estados Unidos, União Europeia e Rússia.

O Irã nega que o programa de enriquecimento de urânio tenha fins militares – o argumento é que o objetivo é tratar pacientes com câncer. “Medidas contra essa posição do Irã serão tomadas muito brevemente e uma nova resolução das Nações Unidas é necessária”, disse o secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates. “Levar o nível de enriquecimento a um nível de 20% amplia o deficit de confiança sobre a natureza do programa nuclear iraniano”, acrescentou a chefe da diplomacia da Comunidade Europeia, Catherine Ashton.

Entre as grandes potências, apenas a China, que pode bloquear qualquer das sanções no Conselho de Segurança, tem se mantido inabalável na oposição a novas sanções. O governo de Pequim pediu maiores esforços diplomáticos, apelando para todos os lados a trabalharem em prol de um acordo sobre o plano de troca de combustível, cujo aparente fracasso foi a justificativa iraniana para ampliar o enriquecimento.

Da mesma forma, o Brasil, através do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu uma saída negociada para o impasse. O brasileiro criticou a pressão de potências mundiais por novas sanções ao Irã e afirmou que ainda há possibilidade de diálogo. “Eles têm o direito de um programa pacífico”, justificou Amorim.