Irã liberta condenada a apedrejamento

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Pressão internacional deu resultado e Sakineh Ashtiani teve sentença anulada

A iraniana Sakineh Ashtiani, de 43 anos, foi libertada da prisão. A informação foi dada por uma Ong que lutava pelo cancelamento da pena de morte por apedrejamento, pela acusação de adultério e envolvimento no assassinato do marido. De acordo com ativistas, também foram soltos o filho de Sakineh, Sajjad Ghaderzadeh, o advogado Hotan Kian e dois jornalistas alemães.

Certamente a libertação aconteceu à forte pressão de líderes mundiais e de personalidades. A ativista Mina Ahadi, líder da Comissão Internacional contra a Pena de Morte e o Apedrejamento, destacou a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo que culminou com a decisão do governo de Teerã. Ela espera dos líderes mundiais na luta contra as sentenças impostas também a 21 mulheres e cinco homens, que podem ser apedrejados no Irã.

Sakineh foi condenada à morte em 2007. Em setembro deste ano ela ganhou o perdão da família do marido para esse delito, mas a Justiça confirmou outra pena, de enforcamento, por suposto envolvimento na morte dele. A iraniana chegou a confessar ter traído o marido e participado do assassinato, mas sua família diz que o depoimento só foi conseguido sob tortura. A decisão final sobre a aplicação da sentença foi seguidas vezes adiada ao longo de 2010.