Itália ainda contabiliza os mortos no terremoto

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Vítimas fatais já são 272 e, segundo o primeiro-ministro, os milhares de desabrigados estão num “camping”

O número de mortos no terremoto de 6,3 graus na escala Richter que atingiu a região central da Itália no último fim de semana já está em 272. Mas além da dor pelas vítimas fatais e da incerteza por qual passam os milhares de desabrigados, os italianos ainda sofrem com a ironia do seu primeiro-ministro, Silvio Berlusconi: em entrevista para a televisão, ele pediu que as mais de 28 mil que perderam suas casas e estão instaladas em barracas nos arredores de Áquila encarem a experiência “como se estivessem em um camping”.

“Não lhes falta nada. Com certeza, o abrigo atual é provisório, mas deve-se encarar como um fim de semana num camping”, afirmou o premier, diante de um quadro de total destruição de casas, hospitais lotados e buscas desesperadas entre os escombros por sobreviventes. Mesmo dias depois do terremoto principal, outros tremores foram sentidos na região, em réplicas de até 3,7 graus de magnitude.

O papa Bento XVI anunciou que visitará a região italiana atingida pelo terremoto. O pontífice acrescentou que “a solicitude com que as autoridades locais e as forças da ordem estão socorrendo estes irmãos demonstra quão importante é a solidariedade para superar algo tão doloroso”. E apesar do comentário infeliz de Berlusconi, os italianos reconhecem que o líder conseguiu responder rápido aos problemas e enviou socorro imediatamente num país acostumado com a lentidão do serviço público.