Italianos querem definição sobre leis imigratórias

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País sugere conferência na União Européia para resolver o problema

O ministro de Assuntos Exteriores da Itália, Franco Frattini, fez um apelo no sentido que os países-membros da União Européia estebeleçam os mecanismo de atuação do grupo diante da chegada de indocumentados em barcos no litoral mediterrâneo. No mês passado, 145 africanos desembarcaram na ilha italiana da Sicília, depois que o governo italiano “decidiu deixar as razões humanitárias prevalecerem” e permitiu o resgate dos imigrantes – alguns deles com varicela e febre alta.

Todos os anos, dezenas de milhares africanos tentam chegar à costa italiana, para tentar uma melhor vida na Europa. “Se a UE decidiu que a imigração ilegal é um problema no continente, mas depois deixa o problema nas mãos dos italianos, espanhóis e outros países mediterrâneos, chegou o momento de cobrar uma conferência sobre a matéria”, disse Frattini, denunciando o “abandono” da União Européia em relação aos casos na região.

O ministro fez questão de deixar claro que rejeita as acusações de racismo feitas ao governo italiano. “Não aceito estas insinuações de quem defende o multiculturalismo que agora não temos e se nega a iniciar um debate sério sobre a identidade e a nação italiana”, afirmou Frattini, enfatizando que a Itália tem dois mil anos de história e uma população imigrante de apenas 5% na sociedade.