Itamaraty já enviou pedido de extradição de casal da Renascer aos EUA

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O Ministério das Relações Exteriores afirmou que já repassou para o governo norte-americano o pedido de extradição dos fundadores da Igreja Apostólica Renascer em Cristo –Sônia Haddad Moraes Hernandes e Estevam Hernandes Filho. O pedido chegou ao Itamaraty na sexta-feira e no mesmo dia foi entregue para o Departamento de Estado dos EUA, por meio da Embaixada do Brasil, em Washington.

O advogado do casal, Luiz Flávio Borges D’Urso, que já entrou com dois recursos contra o pedido, afirma que o crime de lavagem de dinheiro, pelo qual Sônia e Estevam respondem processo no Brasil, não pode ser utilizado para a extradição do casal. (Saiba quais são as acusações que existem contra os fundadores da Igreja Renascer no Brasil)

Ele argumenta que a acusação não está prevista no Tratado de Extradição acordado entre Brasil e EUA. Os promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate e Repressão ao Crime Organizado), que solicitaram originalmente a extradição, afirmam que existe dispositivos do Direito Internacional que suportam esse pedido.

Pedido de extradição

Nos EUA, o Departamento de Estado repassará o pedido para a Justiça americana, que irá se pronunciar.

O Ministério das Relações Exteriores informou, por meio de sua assessoria, que não tem estimativa sobre quanto tempo a Justiça americana pode levar analisar a decisão de extraditar o casal. O governo brasileiro admite ser um complicador o fato de Estevam e Sônia responderem a processo nos EUA.

O pedido de extradição do casal chegou ao Ministério da Justiça no último dia 17 e foi assinado pelo ministro Márcio Thomaz Bastos dois dias depois. A Justiça paulista pediu a extradição para que possa ser cumprida a prisão preventiva do casal, decretada no último dia 10 pelo juiz da 1ª Vara Criminal da capital, Paulo Rossi.

Prisão

Os Hernandes foram detidos, no último dia 9, no aeroporto de Miami por terem declarado incorretamente à alfândega norte-americana que não carregavam mais de US$ 10 mil cada. O casal portava, entretanto, US$ 56 mil em espécie. A defesa do casal alega que houve somente um equívoco na declaração de valores.

Eles ficaram detidos em um presídio federal em Miami e na Imigração americana, mas saíram na última quinta ou sexta-feira, sob liberdade condicional. Eles estão impedidos de deixar a Flórida até o julgamento do processo que corre contra eles nos Estados Unidos. A primeira audiência do casal com a Justiça dos EUA foi marcada para quarta-feira.