Jade, uma jóia da fotografia

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Seu nome no Brasil é Paola Matarazzo. Nos Estados Unidos, ela é conhecida como Paola Callahan. Mas é no mundo da fotografia que ela constrói sua carreira com o nome de Jade. A talentosa fotógrafa brasileira vai mostrar sua arte na Solange Rabello Art Gallery, entre os dias 12 de agosto e 12 de setembro deste ano.

Sua mostra artística, batizada de Boundaries, reúne a essência de detalhes de objetos fotografados e que deram origem a verdadeiras obras de arte. “Tudo começou despretensiosamente. Comprei uma lente macro para minha máquina fotográfica e tirei fotos de pequenos detalhes de plantas e objetos de decoração. Depois, quando revelei, percebi que ficaram bem bonitas, expressivas”, comentou Jade, fazendo questão de frisar que as fotos selecionadas para a exposição não receberam nenhum tipo de retoque ou tratamento com photoshop, ferramenta que o computador disponibiliza para corrigir pequenas imperfeições e fartamente usada pelas revistas masculinas quando publica fotos sensuais de mulheres bonitas.

Ecletismo – Jade é uma fotógrafa eclética. Tem trabalhos dedicados a várias facetas da fotografia. Já teve fases de fotojornalismo, de retratos – fotografando pessoas famosas e anônimos, com uma série bem interessante feita com mendigos e andarilhos nas ruas de cidades brasileiras e americanas – e cobriu concertos de artistas famosos, como Mick Jagger, Jon Bon Jovi, Milton Nasscimento, Tom Jones, Wayne Shorter e outros, além de desfile de modas.

O trabalho atual é um reflexo da Miksang, a arte tibetana de fotografia. Aliás, a palavra miksang, no idioma tibetano, quer dizer “olho bom”.

Portanto, bastante significativo para quem desenvolve a arte da fotografia. Sim, podemos qualificar de arte. Porque, usando o Miksang como referência, Jade consegue, a partir do micro, chegar ao macro. E o resultado é o surgimento de fotos singelas, introspectivas, etéreas. Ela sabe fundir-se ao ambiente e extrair disto sua essência.

A paixão de Jade pela fotografia mistura-se à decoração e ao lado artístico, fruto de sua formação profissional. Ela despertou para a fotografia quando estudou Artes e Arquitetura na Suíça e, mais tarde, Decoração de Interiores, no Instituto de Artes de Fort Lauderdale.

O trabalho de Jade será comercializado e a renda reverterá para um orfanato e asilo em São Paulo, que vem sendo cuidado por Marcia. Ou seja, a arte também pode cumprir seu papel social.

Após a exposição em Miami, a mostra Boundaries pode ser montada em outras cidades americanas, como Chicago e New York, onde já houve bastante interesse no trabalho de Jade. Aliás, já começaram as negociações para a montagem da exposição na Big Apple.