Jovem que teve perna amputada precisa da ajuda da comunidade

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Família de Gabby de Souza precisa de 125 mil dólares para comprar prótese

Gabby de Souza, a adolescente brasileira que teve parte da perna amputada depois de ferimentos provocados pela hélice de uma lancha em Palm Beach, não corre mais risco de morte, mas inicia agora uma outra batalha: a família precisa de 125 mil dólares para adquirir uma prótese para que a menina, de 14 anos, tenha uma vida normal. Os parentes e amigos da brasileirinha programaram uma vigília à luz de velas para a noite deste domingo, na Igreja Católica St. Peter, em Jupiter, para uma corrente de oração pela rápida recuperação de Gabby. Devido às intervenções cirúrgicas e ao seu estado de saúde, ela ainda não sabe da sua situação.

Gabby de SouzaTudo aconteceu no sábado (5 de fevereiro), quando a jovem estava na praia no Pier de Juno. Ao ir ao encontro de amigos que chegaram em uma lancha bem perto da arrebentação, uma onda acabou jogando a embarcação na direção de Gabby e a hélice atingiu a perna da adolescente. Em estado crítico devido à excessiva perda de sangue, ela foi levada de helicóptero para o hospital St. Mary’s e já passou por duas cirurgias.

Os médicos tentaram, mas não conseguiram evitar a amputação, um pouco abaixo do joelho. “Estamos agradecidos que Gabby está viva, pois ela correu muito risco. Ela é jovem, bonita e muito decidida. Vai se recuperar”, disse a tia da brasileirinha, Roberta de Souza, que é professora de computação em Boynton Beach. A adolescente será submetida a outras três cirurgias nos próximos dias e enfrentará um longo período de reabilitação até, posteriormente, a colocação da prótese.
Gabby é filha do carioca Neo de Souza, que hoje vive no Brasil, e da americana Shannon. A jovem nasceu em Coral Springs, mas mora em Palm Beach com a mãe e frequenta a high school local. No Facebook, os amigos não param de enviar mensagens de solidariedade e destacam o astral da menina. “Força Gabby. Você é uma pessoa especial e merece toda a felicidade do mundo”, disse uma colega de classe. A tia lembra que ela pretendia visitar o Brasil nas próximas semanas para rever o pai, que voltou há três anos. “A relação deles é maravilhosa”, disse Roberta.

Quanto ao acidente, a tenente Annie Plastic, da Comissão de Pesca e Vida Marinha da Flórida, ressaltou que muitos proprietários de barcos sabem que é proibida a aproximação de lanchas da área destinada a banhistas, mas não existe uma lei nesse sentido.
Testemunhas afirmam que o adolescente que dirigia a embarcação foi avisado para se afastar da chamada zona neutra, mas não obedeceu. Além disso, normalmente os pilotos costumam desligar o motor para receber alguém que esteja tentando subir a bordo, justamente para evitar este tipo de acidente. A delegacia de Palm Beach está investigando o acidente e ainda não definiu se vai abrir processo.

Para ajudar à família, os interessados podem contribuir com qualquer quantia junto à Coral Springs Professional Firefighters Benevolent Association (PO BOX 9665, em Coral Springs, FL – zip code 33075). A perna mecânica vai ajudar a minha sobrinha a ter uma vida normal, como qualquer adolescente, disse Roberta.