Justiça dá aceitação condicional a proposta da TGV pela Varig

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Prazo final para homologação encerra-se na quarta-feira ao meio-dia.

O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, decidiu hoje(12) pela aprovação condicional da proposta de compra da Varig feita pela NV Participações, representantes do Trabalhadores do Grupo Varig (TGV). A decisão prorroga a agonia da empresa, que corre o risco de ter aviões arrestados a partir de amanhã e pode ficar sem combustível para suas operações.

A aprovação condicional tem validade até as 12h da próxima quarta-feira e depende do cumprimento de algumas exigências até esta data, entre elas o esclarecimento de algumas questões, principalmente em relação à comprovação dos recursos que serão utilizadas para a compra da empresa. Se for dada a homologação na quarta-feira pela manhã, a NV terá 72 horas para efetuar o depósito inicial de US$ 75 milhões para garantir a compra da Varig.

Para que a proposta seja aceita, a NV Participações também poderá ter que substituir as debêntures ofertadas por uma das hipóteses contempladas no edital. “Não significa que o Judiciário não possa aceitar. Aceitará desde que se convença de que aquela oferta, mesmo que alterando a condição do edital seja melhor”, disse Ayoub.

Caso a NV Participações não tenha esses recursos, o juiz determinou que ela poderá se associar a outros investidores para ajudar na compra. “É uma possibilidade legal”, afirmou. Existe a possibilidade de que uma dessas empresas seja a empresa área TAP, que teria manifestado interesse na Varig.

Ayoub afirmou que ainda é prematuro pensar numa possibilidade no caso das exigências não serem cumpridas pela NV, mas não descartou a possibilidade de falência. Segundo ele, a Justiça tem o objetivo de fazer de tudo para evitar que isso aconteça. Ele também não descartou a possibilidade de que um novo leilão venha a ser realizado.

TGV ofereceu R$ 1,01 bi pela Varig – O TGV ofereceu R$ 1,01 bilhão pela Varig no leilão realizado na última sexta-feira, no hangar da companhia no Rio de Janeiro. Desse montante, apenas R$ 285 milhões são “dinheiro novo”. Outros R$ 500 milhões são debêntures da nova Varig, que ainda teriam que ser lançadas. Os outros R$ 225 mi são créditos dos trabalhadores da Varig, que a própria empresa teria que pagar a eles.