Liberação de carga no Brasil leva 175 horas

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Burocracia é um dos fatores que afeta a competitividade dos aeroportos brasileiros em relação aos estrangeiro

Da redação com Terra – A burocracia aeroportuária no Brasil é mais um fator que afeta a competitividade do País, segundo um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que aponta ser o tempo de liberação de uma carga no país quase 55 vezes maior que nos terminais de Xangai e Cingapura. O levantamento mostra que o tempo médio de liberação de uma carga é de 175 horas, ou seja mais de uma semana, enquanto em Xangai e Cingapura é de 4 horas.

“Esse é um Brasil que não acordou para a necessidade de ser competitivo num mundo global”, declarou o presidente da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira. O estudo da Firjan foi feito com base nos cinco aeroportos monitorados pela Infraero com terminais de cargas: Campinas, Manaus, Porto Alegre, Guarulhos e Galeão.

Enquanto uma carga em Campinas é liberada em média a partir do quinto dia, ou 101 horas depois, no Galeão, o despacho acontece a partir do décimo dia, ou 217 horas depois. Duas medidas, segundo a Firjan, seriam suficientes para aumentar a competitividade e reduzir a ineficiência aeroportuária do país: o funcionamento dos órgãos de aduana 24 horas por dia e a adoção do regime de guichê único nos aeroportos.

“Hoje no Brasil é como se você fizesse uma compra em um supermercado e tivesse um caixa para cada mercadoria. O que nós queremos é que o Brasil faça o que os outros país mais competitivos fazem. Um caixa para todas as mercadorias”, disse o gerente da Firjan, Riley Oliveira, especialista em competitividade. Atualmente, 16 ministérios e 26 órgãos estão envolvidos na liberação de cargas nos terminais brasileiros.