Líder das Forças Armadas dos EUA diz que homossexualidade é imoral

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Depois das declarações feitas pelo líder das Forças Armadas dos Estados Unidos, general Peter Pace, que disse que a homossexualidade é algo “imoral”, a Casa Branca procurou nesta terça-feira se isolar dos comentários sobre o tema no Exército.

O conselheiro do presidente, Dan Bartlett, também disse que o presidente dos EUA, George W. Bush, continuava a sustentar a prática do silêncio sobre as preferências sexuais no exército. Washington informou que as declarações de Pace ilustram apenas posições pessoais do general.

Bush foi informado sobre as declarações de Pace sobre a imoralidade dos atos homossexuais, mas também da observação do general de que “suas visões pessoais não tinham nenhuma influência sobre a política do governo dos Estados Unidos”, disse Bartlett diante da imprensa em Mérida (sudeste do México), onde Bush terminou sua viagem de seis dias à América Latina.

A política segundo a qual os homossexuais podem servir no Exército sob a condição de silenciarem sobre seus relacionamentos sexuais é uma “política seguida há muitos anos e sustentada pelo presidente”, disse Bartlett.

Bush “julgou apropriada a distinção que `Pace` fez hoje”, lembrou Bartlett.

O general Pace provocou críticas entre os homossexuais nos Estados Unidos, declarando que a homossexualidade era “imoral”. Num comunicado publicado em seguida, ele disse ter expressado uma opinião pessoal.

Bartlett não respondeu a uma pergunta da imprensa sobre se Bush havia exortado o general Pace a apresentar desculpas –que não foram apresentadas.