Luiz Razia acerta com Marussia e estreia na Fórmula 1 em 2013

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Vice-campeão da GP2 em 2012, brasileiro de 23 anos será companheiro do britânico Max Chilton na escuderia

Após meses de apreensão e negociações, Luiz Razia garantiu seu lugar no grid. O baiano de 23 anos acertou com a Marussia e fará sua estreia na elite do automobilismo mundial neste ano. Vice-campeão da GP2, Razia será companheiro do britânico, também estreante, Max Chilton.

– Foi um processo um pouco longo e muito angustiante até esse último momento a gente estava sem nada, praticamente. E a gente conseguiu fechar no “último minuto”. O importante é que consegui algo que trabalhava há 11 anos na minha carreira, desde o kart até agora. E realmente é a conquista de um sonho para mim.

Luiz Razia nasceu em 4 de abril de 1989 na cidade de Barreiras, na Bahia. Sua carreira em monopostos começou em 2005, na F-Renault 2.0 Brasil e na Fórmula 3 Sulamericana, categoria pela qual sagrou-se campeão no ano seguinte. Em 2007, o baiano fez boa temporada na Euro 3000, além de algumas participações na World Series. Sua história na GP2 começou em 2008, com a entrada na divisão asiática da categoria. Nos três anos seguintes, fez temporadas discretas por equipes médias. Paralelamente, alimentava o sonho da F-1 ao participar de testes de jovens pilotos na VRT (atual Marussia) em 2010 e Team Lotus (hoje Caterham) em 2011.

Depois de quase ser obrigado a deixar o automobilismo, teve a grande oportunidade da carreira em 2012. Ele entrou na Arden, de Christian Horner, chefe da RBR, bicampeã mundial de pilotos e construtores na F-1. Razia agarrou a chance com unhas e dentes. Fez uma temporada brilhante, com quatro vitórias, e por pouco não faturou o título, que ficou com o italiano Davide Valsecchi. Ciente que em tempos de crise econômica mundial, as equipes de F-1 também buscam um suporte financeiro, ele reuniu patrocinadores e conseguiu, enfim, realizar seu grande sonho.

– Sempre busquei representar meu país lá fora e levantar a bandeira do Brasil. Mas temos apenas investidores europeus nesse projeto e estamos ainda atrás de uma empresa brasileira para representar. Nós, pilotos, somos muito cobrados por resultados, mas nunca tive apoio de nenhuma empresa brasileira até aqui. Entramos na F-1 por muito esforço meu, da minha família e do apoio desses parceiros.