Luta de pernambucana para ficar com a filha na Flórida completa um ano

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Karla Janine pede que as pessoas assinem petição on-line para que a Justiça devolva sua filha

ARQUIVO PESSOAL
Karla Janine e sua filha Amy

Karla Janine e sua filha Amy

DA REDAÇÃO (com NE10) – A luta da pernambucana Karla Janine Sarmento, de 44 anos, que foi separada da sua filha Amy, de 7, completou um ano. Karla foi detida no dia 16 de janeiro de 2014, acusada de descumprir decisão judicial ao levar a filha da Flórida para o Texas, segundo ela, para proteger a menina do pai.

A menina está sob a guarda do pai, o americano Patrick Joseph Galvin, registrado como sex offender pela polícia da Flórida e a quem Karla acusa de ter abusado sexualmente da garota. Karla está vivendo na Flórida, na cidade de Júpiter, desde abril e tem dificuldades para encontrar trabalho, já que está sob condicional e já foi presa.

De lá pra cá, Karla ficou presa por 23 dias, foi condenada a 18 meses de condicional e passou mais de cinco meses sem ver a filha. Hoje, ela tem o direito a visitá-la apenas uma vez por semana, por 1h30min, com presença de um supervisor. “Não vou desistir da minha filha. Esse foi o pior ano da minha vida, mas tenho forças para continuar lutando”, afirma Karla.

Em entrevista ao AcheiUSA, Karla disse que o principal para ela agora é conseguir um advogado da área de família para pegar o caso. “Tenho todos os documentos. O caso parece muito complicado, mas se eu conseguir um bom profissional, consigo recuperar a guarda. Quero tirar minha filha das mãos dele e não consigo hoje nem ter a liberdade de conversar livremente com ela, já que as visitas são supervisionadas”.

Karla chegou a ter uma advogada para defendê-la na Flórida. “Gastei $10 mil dólares para pagar a advogada que abandonou o caso. O apoio prometido pelo Itamaraty quando fui presa e a minha situação foi divulgada na mídia, inclusive com a promessa de que me ajudariam a conseguir um advogado gratuito, nunca foi concretizada”, conta a pernambucana. 

Nas visitas à filha, Karla também não pode se comunicar em português e perguntar sobre a relação da menina com o seu pai. “Somos vigiadas o tempo inteiro. Dentro do possível, busco orientar Amy para que não sofra mais abusos. Mas, infelizmente, não tenho como saber se isso acontece. Sinto que minha filha está diferente, apreensiva. Mesmo com sete anos ela entende tudo o que se passa”, diz Karla.
O processo foi arquivado, mesmo, segundo Karla, com a apresentação de laudos do Department of Children and Families (DCF), espécie de conselho tutelar, e do parecer de um psicólogo confirmando o abuso sexual do pai contra a menina.

“Depois que o processo foi arquivado, não tive escolha e por isso saí da Flórida com Amy para o Texas, onde fui feliz por quase três anos, antes do início desse pesadelo”, explica a pernambucana. Ela acredita que o processo tem chances de ser reaberto se a Justiça da Flórida solicitar à Justiça do Texas, que são independentes, as fitas gravadas com depoimentos de Amy confirmando os abusos. “No Texas, Amy foi ouvida. Luto para que mandem as gravações para cá, mas para isso preciso de um advogado”.

Desde que voltou para a Flórida, em abril, Karla não conseguiu emprego e também passa por problemas financeiros. Caso algum advogado se interesse pelo caso, Karla afirma que está disposta a negociar um plano de pagamento. O contato da brasileira é karlamy@hotmail.com Uma petição online no Change.org para pressionar a justiça norte-americana foi criada por ela e hoje conta com 132 mil assinaturas. A pernambucana também administra a página Welovekarlamy” no Facebook, onde divulga o seu caso. “Minha filha é a minha energia para seguir em frente. Quanto mais assinaturas eu conseguir, maior as chances de conseguir reverter esta situação. Obrigada a todos que colaboraram”, agradece Karla.