Mais um estado pressiona indocumentados a deixar o país

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No Arizona, um único distrito escolar perdeu mais de 500 alunos latinos por razões imigratórias

Em vigor desde o primeiro dia do ano, uma nova lei do Arizona que pune empresas que empregam trabalhadores indocumentados está provocando uma reviravolta no estado. Famílias abandonaram suas casas, operários não comparecem aos empregos e até alunos foram retirados das aulas em pleno ano letivo. Farrell Quinlan, representante de um grupo comercial que está questionando a constitucionalidade da nova lei, espera uma providência rápida. “Estamos confiantes de que a Corte vai reconsiderar. Caso contrário, a economia do nosso estado entrará em colapso”, disse.

A lei, no entanto, já está conseguindo atingir seu objetivo, que é mandar para o país de origem centenas de milhares de imigrantes, a maior parte deles de origem latina. Idealizada pela governadora republicana Janet Napolitano, a medida mobilizou a sociedade e grupos de proteção aos imigrantes, chegando a ser bloqueada no início deste ano, mas acabou sendo ratificada pela Justiça.

Com isso, os indocumentados estão arrumando as malas. Um dos exemplos é o da mexicana Gaby Espinoza, que tem três filhos americanos, mas está impossibilitada de permanecer no emprego e planeja voltar para a casa dos pais. “Não é isso que eu quero, pois no México meus filhos não terão direito sequer a um plano de saúde. Mas está insustentável viver com o pavor da deportação”, admitiu.
Um distrito escolar na região central de Phoenix perdeu 500 estudantes de uma vez, pois os pais decidiram abandonar o sonho americano. Em determinadas áreas do estado, os estrangeiros são quase 96% dos estudantes.

Segundo as pesquisa, estrangeiros indocumentados representam 10% da força de trabalho do Arizona. “Por que eles pensavam que poderiam quebrar as leis?”, indagou o representante do estado no Congresso Nacional americano, Russel Pearce, do partido republicano