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Nomeação de Elena Kagan depende do Senado e republicanos já criticam escolha

Depois de um mês analisando as suas opções, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, indicou mais uma mulher para um cargo de importância no país: ele escolheu a acadêmica Elena Kagan, de 50 anos, para ocupar o posto que era do magistrado John Paul Stevens, de 90 anos, na Suprema Corte americana. O nome será submetido ao Senado, onde os republicanos já manifestaram oposição ao fato de Elena jamais ter sido juíza e ter demonstrado em sua carreira em cargos legais e políticos um viés liberal.

Ela pode trazer excelência, independência, integridade e paixão ao cargo, afirmou Obama ao anunciar sua escolha. Segundo ele, Elena é capaz de conciliar pessoas com visões diferentes. No entanto, a ex-reitora da Universidade de Direito de Harvard não é uma unanimidade, em especial entre os republicanos: os senadores oposicionistas já sugeriram que não desejam confirmar alguém ligado ao ativismo, em especial uma ferrenha defensora dos direitos dos homossexuais. Além disso, ela nunca atuou como magistrada, mas o argumento da falta de experiência em cortes pode ser rebatido pelo papel de Elena nos últimos meses defendendo o governo na instância mais importante do país.

No Senado ela certamente será questionada sobre a decisão de impedir o recrutamento militar no campus de Harvard, numa medida que foi derrubada mais tarde pela própria Suprema Corte. Também emitiu pareceres polêmicos – aos olhos republicanos sobre aborto ou porte de armas.

A indicada, que hoje trabalha numa função semelhante à do advogado-geral da União no Brasil, conheceu o presidente quando era professora da Universidade de Chicago, na época em que Obama trabalhou como professor-adjunto. Caso confirmada, Elena será a quarta mulher a ocupar o posto na mais importante corte dos EUA, após Sandra Day O’’Connor, Ruth Bader Ginsburg e Sonia Sotomayor, que também foi indicada por Obama, no ano passado e, não custa lembrar, também sofreu com a sabatina do Senado, por ser mulher, latina e liberal.