Médica cubana vai processar governo brasileiro por “danos morais”

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Ramona Rodriguez alega que recebia $400 e outros $600 iam para Cuba


Ramona Rodriguez está indignada por ter sido enganada

Os médicos cubanos faziam o mesmo trabalho que outros médicos, mas recebiam apenas 10% do salário. Enquanto alguns conseguiram bolsa de $10 mil pelo serviço prestado nas periferias de grandes cidades e no interior de estados pobres, a cubana Ramona Rodriguez alega que recebia $400 e outros $600 do seu salário mensal de $1 mil iria para Cuba. Esse dinheiro ficaria em uma conta bancária esperando o fim do contrato com o Brasil.

Ela chegou em outubro de 2013 e abandonou o programa Mais Médicos em 1º de fevereiro. Ela, que agora conta com o apoio do DEM, entrará com uma ação na justiça trabalhista no Pará onde atuava pedindo indenização por danos morais e receber a diferença do salário de R$ 10 mil oferecido pelo governo brasileiro que, segundo a médica, não foi pago a ela durante os quatro meses em que trabalhou no país.

Ramona descobriu que outros estrangeiros do programa recebiam bolsa de R$ 10 mil e agora, além do ressarcimento, alegará danos morais, sob o argumento de que teve a honra atingida por ter sido “discriminada” em relação aos médicos de outros países.

O líder do DEM, Mendonça Filho, afirmou que o partido também entrará com uma representação no Ministério Público do Trabalho sugerindo uma ação coletiva para que todos os cubanos contratados para atuar no Brasil possam receber o percentual do salário que teria ido para Cuba.