Milhões para sustentar o embargo a Cuba

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Denúncia aponta que parlamentares americanos receberam dinheiro para fazer lobby contra a ilha

A denúncia veio da organização independente Public Campaign: quase 400 legisladores e candidatos americanos receberam, desde 2004, cerca de 11 milhões de dólares para  manutenção de medidas restritivas contra Cuba. A imprensa europeia, que teve acesso à lista de nomes de parlamentares, informou que um dos beneficiados da lista é o ex-candidato à Presidência dos EUA e senador republicano John McCain.

Para manter o embargo, três congressistas republicanos da Florida e profundos defensores de uma política mais dura contra o regime cubano também foram agraciados com dinheiro para financiamento de campanhas: o deputado Lincoln Diaz-Balart, segundo a organização, recebeu US$ 366.964; seu irmão, Mario, US$ 364.176, e Ileana Ross-Lehtinen, US$ 240.050. O senador McCain teria recebido US$ 183.415. Há também democratas na lista, que foram beneficiados especialmente depois que o partido assumiu o controle das duas casas do Congresso.

A verba, de acordo com a denúncia, era repassada pelo comitê de ação política do grupo US-Cuba Democracy, fundado em 2003. Seu diretor, Mauricio Claver-Carone, defende o direito constitucional e democrático de apoiar legisladores com afinidades em comum, assim como fazem os sindicatos, a Câmara de Comércio e o Comitê de Assuntos Públicos EUA-Israel, por exemplo. O informe da Public Campaign mostra que ao menos 18 legisladores mudaram de opinião sobre Cuba após receber as doações.