Mineira pede ajuda à entidade que monitora discriminação judicial

0
466

A brasileira Patrícia Santos, de 44 anos, que tenta na justiça desde 2008 conseguir o divórcio do americano Michael Cohen e reaver a filha de 12 anos conseguiu essa semana que a ONG Court Watch aceite seu caso. Voluntários da entidade monitoram os casos em que pode ter havido discriminação por parte do judiciário americano.

Santos foi vítima de violência doméstica e acabou perdendo a guarda da filha e acusada de maus-tratos contra a menina. Ela acusa a justiça americana de lenta no seu caso de divórcio e de favorecer o marido no processo.

Durante o processo judicial, Patrícia conheceu outra brasileira Samara Villar, de 32 anos, que passa por situação semelhante. Samara casou-se no Brasil com americano, de descendência peruana, Bacilio Alexander Villar, em 2010, que depois de atraí-la para uma viagem de 15 dias aos EUA a impediu de voltar ao Brasil. Ela também perdeu a guarda da filha devido, segundo ela, à falta de ajuda de uma funcionária do Departamento de Criança e Família (DCF). Samara acusa também a justiça americana de negligência e questiona a ajuda oferecida pelo Consulado Geral do Brasil em Miami. “Email não resolve problema de ninguém!”, reclamou. Ela afirma que o consulado não a ajudou a contatar autoridades policiais quando apanhou do marido.

De acordo com nota do consulado Consulado-Geral, o órgão prestou toda a assistência consular possível a Samara Villar e esclareceu ainda que manteve contato via emails com ela.

Ainda de acordo com o email enviado pela assessoria do órgão, o Consulado-Geral esclareceu que há limites para sua atuação e que presta assistência consular a vítimas de violência doméstica, tais como: a) respeito à dignidade da pessoa humana; b) não-discriminação no atendimento às vítimas; c) preservação de sua privacidade; e d) garantia da cidadania e dos direitos humanos.