Montadoras dos EUA chegam a acordo com sindicato

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GM, Ford e Chrysler buscam competitividade no mercado

Um dos símblos da economia americana, a indústria automobilística do país deu mais um passo para evitar o colapso das três maiores montadoras de Detroit. O United Auto Workers (UAW), sindicato dos trabalhadores deste setor nos Estados Unidos, aceitou um acordo que prevê mudanças contratuais que deverão ajudar a grandes companhias de Detroit a concorrer com as estrangeiras que operam no país. As partes ainda estão em negociação quanto a obrigações com o fundo para plano de saúde de aposentados. “As mudanças vão ajudar essas companhias a enfrentar o clima econômico extraordinariamente difícil em que operam”, afirmou o presidente do UAW, Ron Gettelfinger.

Em um comunicado divulgado nesta tarde, Joe Hinrichs, vice-presidente da Ford Motor para produção global e relações trabalhistas, afirmou que o acordo com o UAW “vai ajudar a Ford a operar durante a atual crise econômica sem ter de pedir um empréstimo-ponte ao governo dos EUA”. A General Motors e a Chrysler apresentaram um plano de viabilidade ao Departamento do Tesouro dos EUA como parte do acordo fechado no fim do ano passado para receberem empréstimos federais. A Ford não pediu ajuda do governo, mas também está sofrendo com a forte queda das vendas nos últimos meses.

A General Motors pediu acesso a mais 16,6 bilhões de dólares em ajuda do governo e afirmou que ficará sem dinheiro no próximo mês se não receber a verba federal. A maior montadora dos EUA, que está sobrevivendo com o empréstimo de 13,4 bilhões de dólares concedido pelo governo nos últimos meses, expôs ao Departamento do Tesouro norte-americano um plano para fechar mais 14 fábricas, eliminar centenas de revendedores e cortar 47 mil empregos neste ano em todo o mundo.