Mosquito da dengue começa a preocupar autoridades na FL

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Últimos casos registrados foram em 2010, mas o excesso de chuvas este ano promete mudar as estatísticas para 2013

A dengue não é só um problema brasileiro e há alguns anos já vem trazendo preocupação também para as autoridades de saúde nos Estados Unidos. Apesar dos números serem bem diferentes nos EUA, o excesso de chuva no verão 2013 propicia a reprodução do mosquito da dengue. Em Key West e região, a presença do mosquito já foi detectada este ano, mas ainda não há casos registrados da doença. No entanto, as autoridades estão investindo no uso de aviões e caminhões para borrifar veneno sobre a área, onde a principal fonte de renda é o turismo.

Além do mosquito Aedes aegypti que transmite a dengue, outros insetos que aproveitam o excesso de chuva para se multiplicar trazendo assim outras doenças também muito perigosas como o vírus west nile, malária e eastern equine encephalitis. Em 2009, a região de Key West registrou 27 casos de dengue e 66 em 2010. Este ano, até 1º de junho, o departamento estadual de saúde havia registrado 38 casos importados, ou seja, o paciente infectado pelo mosquito da dengue foi vítima em outra localidade e apenas tratado no sul da Flórida, onde reside.

Desde que os números se tornaram alarmantes no Brasil e em outros países no Caribe, as autoridades da Flórida, principalmente Miami, estão em alerta. A cidade é porta de entrada dos turistas vindos da América Latina e Caribe para os Estados Unidos e por isso as secretarias de saúde dos condados de Miami-Dade e Broward esperam que, a qualquer verão, doenças transmitidas por mosquitos, principalmente a dengue, espalhem-se pelos dois condados trazendo sérios riscos ao setor de turismo e lotem hospitais.

As medidas de contenção de uma possível epidemia de dengue na Flórida são as mesmas tomadas pelas autoridades no Brasil, veneno e conscientização dos moradores em não deixar água parada. Porém, os americanos estão preparando uma arma bem diferente para barrar o mosquito: um mosquito geneticamente modificado capaz de matar o Aedes aegypti. Essa opção ainda não foi aprovada pelo governo federal.

Em Key West as autoridades estão mantendo forte vigilância e contam com a participação dos moradores no combate à doença.