Mundial é a prova de fogo da nova geração do vôlei brasileiro

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Técnico Bernardinho admite falta de experiência, mas crê em título

Está nas mãos dos novos garotos do vôlei brasileiro a hegemonia do país no esporte. Começa neste fim de semana o Campeonato Mundial na Itália e o Brasil do técnico Bernardinho terá um time com apenas quatro remanescentes que levantaram o título em 2006,

A falta de experiência é o principal adversário da equipe, que enfrenta sua prova de fogo nos preparativos para os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. A comissão técnica optou por antecipar a renovação no elenco e a nova geração do vôlei chega com nomes praticamente desconhecidos – como João Paulo Tavares e Bravo, por exemplo. Apenas os ponteiros Murilo, Dante, Giba e o central Rodrigão fizeram parte da campanha vitoriosa no Mundial do Japão, em 2006.

“Com certeza a outra equipe tinha mais bagagem e isso faz diferença no Mundial, que é uma competição muito pesada. Então tínhamos mais esse rótulo de favorito. Só que essa seleção de hoje vem provando com resultados sua capacidade e vai chegar forte. Mas vai ser complicado, afinal todo mundo quer quebrar essa hegemonia do Brasil. Será mais uma prova importante antes da Olimpíada”, opinou o técnico Bernardinho.

O retrospecto é bom: Desde que iniciou a reformulação em 2009, a seleção brasileira disputou quatro competições e venceu todas: um Sul-Americano, duas Ligas Mundiais e uma Copa dos Campeões. Atual bicampeão Mundial, o Brasil tenta igualar o feito da rival Itália, único país a conquistar três títulos mundiais consecutivos (1990, 1994 e 1998). A maior campeã da história do campeonato é a antiga União Soviética com seis títulos.