Mundo preocupado com confronto sobre Malvinas

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Inglaterra e Argentina disputam, mais uma vez, soberania do arquipélago de Falklands

O mundo torce para que a Argentina e o Reino Unido consigam resolver o impasse sobre a soberania das Ilhas Malvinas, ou Falklands como os britânicos preferem. Os dois países discutem sobre a possibilidade da exploração de petróleo nas Malvinas, onde acredita-se haver cerca de 18 bilhões de barris do hidrocarboneto, e a tensão é grande. Por um lado, o ministro das Relações Exteriores argentino, Jorge Taiana, recorreu ao secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, para conseguir a ajuda da entidade. Por outro, o ministério da Defesa do  Reino Unido anunciou o envio de um submarino para a região, com o objetivo de aumentar a capacidade de defesa na ilha.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, P.J. Crowley, disse que a diplomacia dos EUA é neutra sobre a questão, mas reconhece a soberania do governo da Inglaterra sobre o arquipélago. “Somos conscientes do tema e de sua história. Creio que somos neutros a respeito da soberania. E, sim, reconhecemos o governo britânico nas ilhas. Mas alertamos que nesses casos, como em outras áreas onde há disputas, a solução deve ser atingida por meio de um diálogo entre os dois países”, disse o porta-voz quando questionado se os EUA temiam que a questão poderia gerar conflitos.

Fontes diplomáticas britânicas disseram que a presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, está forçando o conflito por razões de política interna. “É sobretudo uma campanha de relações públicas, não um esforço legal ou diplomático sério”, disse uma autoridade. Mas a Argentina alega que a exploração de petróleo por parte de uma empresa britânica desrespeita uma resolução da ONU que proíbe atividades em águas sob disputa internacional.