Na Colômbia, 2.800 estão em poder de seqüestradores

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Entidade convoca manifestação para exigir providências

Pelo menos 2.800 pessoas que foram seqüestradas entre 1996 e 2007 ainda permanecem cativas na Colômbia, de acordo com a fundação privada País Libre, que pediu aos cidadãos do país para participarem de uma manifestação para exigir a libertação dos reféns. A entidade, que citou dados oficiais, afirmou que o maior número de reféns, mais de 700, está em poder da guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “Marchemos todos neste 28 de novembro. Natal é tempo de paz, união pela vida e pela liberdade”, assinalou a fundação em comunicado.

O objetivo da País Libre é que todos os colombianos e colombianas, de qualquer ponto da geografia nacional e do mundo, saiam às ruas para exigir às Farc, ao ELN (Exército de Libertação Nacional), aos grupos paramilitares e demais atores armados, a libertação dos seqüestrados. O protesto foi proposto pela ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, seqüestrada pelas Farc em 2002 e libertada pelo Exército da Colômbia em 2 de julho.

Segundo relatórios da organização, de 1996 até dezembro de 2007 houve 2.801 pessoas em cativeiro, das quais 25% estão nas mãos das Farc, 11% em poder do ELN, 9% nas mãos de criminosos comuns e o resto com grupos de dissidentes de guerrilhas, paramilitares e outros não identificados. Enquanto isso, relatórios do Departamento Nacional de Planejamento (DNP) indicam que dos 15.218 seqüestros extorsivos registrados entre 1996 e 2007, as Farc foram responsáveis por 34%, seguidas pelo ELN, com 24%, por bandidos comuns, com 15%, e o grupo paramilitar Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC), com 4%.