Na Suécia, antiimigrantes ganham cadeira no Parlamento

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Grupo conservador defende expulsão dos indocumentados para “restaurar bem-estar social”

As eleições na Suécia colocaram no Parlamento, pela primeira vez na história, um pequeno partido contrário à imigração. Os ultradireitistas ‘Democratas Suecos’ participaram da coligação de centro-direita do primeiro-ministro conservador, Fredrik Reinfeldt, que venceu o pleito no domingo passado.

O partido se apoiou em um discurso nacionalista e contrário à imigração. Cerca de 14% da população, de 9,4 milhões, da Suécia é imigrante, vinda em ondas migratórias da Polônia, Finlândia, dos países da ex-Iugoslávia e do Iraque. “Para nós, a prioridade é absolutamente clara: restaurar o sistema de bem-estar social da Suécia”, disse Jimmie Akesson, líder dos Democratas Suecos, que disse ainda que o Islã é a maior ameaça à sociedade sueca desde a Segunda Guerra Mundial.

Cerca de 12 mil imigrantes ao redor do país pararam de trabalhar ontem por cinco minutos e se reuniram nas ruas, em protesto contra o partido conservador organizado através do Facebook. “Atualmente, os imigrantes são retratados sob uma luz muito negativa e nós sempre escutamos histórias sobre os problemas da imigração”, disse o organizador do ato, Damon Rasti, que pretendia mostrar o quanto os imigrantes são necessários para o funcionamento da sociedade.