No Chile, cresce preocupação com possibilidade de novo terremoto

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Estudo sugere que a região está sujeita a tremor tão intenso quanto o do ano passado, de 8,8 graus e que matou mais de 500 pessoas

Ainda se recuperando da tragédia no ano passado, quando um terremoto de 8,8 graus na escala Richter matou mais de 500 pessoas, o Chile convive agora com a iminente possibilidade de um novo tremor tão intenso como aquele. Segundo um estudo divulgado por especialistas de várias nacionalidades, o risco de um novo sismo aumentou, já que a região ainda tem tensão acumulada ao longo de uma falha perto de Santiago e na ‘Fenda de Darwin’, na costa da área central do Chile.

Desde 1835 o país já sofreu com seis tremores de terra de alta intensidade (acima de 7 graus), inclusive o o pior deles em 1960, com 9,5 graus, considerado o mais violento do mundo. A chance de um novo fenômeno é considerada bastante provável. “No entanto, é impossível prever exatamente quando um novo sismo poderá acontecer”, afirmou Stefano Lorito, do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália, que liderou a equipe que examinou a região a partir de dados de tsunamis, satélites e outras fontes.

O consolo para os chilenos é que os estudiosos já previram, há pelo menos duas décadas, a chegada do ‘Big One’, um terremoto com grande capacidade de destruição, que poderia causar prejuízos e mortes incontáveis à Califórnia. Um dos especialistas chegou a dizer, há quatro anos, que a falha de ‘San Andreas’, próxima a San Francisco, estava “grávida de nove meses” – e até hoje ainda não se manifestou. Os californianos são alvo de cerca de 15.000 abalos sísmicos por ano, a maioria muito fraca.