Novo exame de hormônio pode ajudar a detectar doping

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Teste acha substâncias criadas por doses elevadas de hormônio de crescimento
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Especialistas acreditam que um novo exame para detectar o hormônio de crescimento humano poderá dar às autoridades desportivas uma nova vantagem na caça ao doping de atletas.

O exame de sangue desenvolvido recentemente pelo médico Ken Ho, dos Instituto de Pesquisa Médica de Sydney, na Austrália, teve patrocínio da Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês).

“Este novo exame é mais sensível ao hormônio de crescimento humano que os que tínhamos no passado”, disse Ho. “Meu recado aos atletas seria: treinem mais em vez de trapacear”.

Historicamente, a dificuldade em detectar o uso ilegal de hormônio de crescimento por atletas é grande. A substância não só é produzida naturalmente pelo corpo – o que dificulta a detecção de versões sintéticas – como existe, normalmente, em concentrações que variam bastante, e que podem desaparecer em minutos.

O hormônio é produzido pela glândula pituitária e ajuda as células a regenerar. Versões sintéticas podem ser receitadas para crianças com problemas de crescimento, ou pacientes de tuberculose ou Aids, que precisam manter o peso.

O novo exame funciona detectando proteínas ativadas pelo hormônio.

“Conseguimos identificar indicadores que mostram abuso, ao medir quando outros hormônios e proteínas, liberados pelo hormônio de crescimento humano, atingem certos níveis”, explica o diretor científico da Wada, Olivier Rabin. Ele afirma que esses indicadores não são afetados por diferenças entre os atletas, como etnia, sexo ou particularidades fisiológicas.

Durante a elaboração do exame, Ho e seus colegas fizeram uma descoberta curiosa: o hormônio não funciona sozinho. “Descobrimos que o hormônio de crescimento não aumenta a massa muscular ou melhora a performance”, explica o cientista. “Só quando ele é combinado à testosterona é que faz efeito”. Quando consumidas juntas, as substâncias têm um efeito combinado, reduzindo os níveis de líquido e gordura do corpo, e elevando a massa muscular.

Mas essa conclusão tem escopo limitado. Ho reconhece que os voluntários que tomaram parte no estudo consumiram quantidades “altas mas seguras” de hormônio e testosterona, enquanto que atletas profissionais dopados provavelmente usam doses muito maiores e por longos períodos.